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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma coisa é certa: o tempo passa muito rápido.


Quando era adolescente, pensava muito em constituir uma família, em ser pai. Sempre pensei nisso como se estivesse longe, num tempo tão distante que não pudesse alcançá-lo, acho que no quase-nunca. Mas o tempo passa depressa. Os ponteiros do relógio enganam o desavisado. Escrevi o seguinte verso:

O tempo se esvai, já não existe tempo

No passado parecia mais demorado

Até mesmo quando havia contratempo

Hoje tudo está completamente mudado

O tempo passa bem depressa
Não atrasa, Não demora
Viajando numa via expressa
Onde o antes vira agora

O futuro: o que nos espera?
É o presente do amanhã
Quando penso nele: já era!
O passado já se tornou.

E assim acontece. Já me casei. Tenho uma linda esposa. Fim de semana passado, fiquei sabendo que serei papai. Uma felicidade imensa. Meu coração, ao escutar o resultado positivo, quase que explodiu de tanta alegria, satisfação e amor. O amor em meu coração penetrou uma órbita maior da eternidade, como se num “upgrade” de meus sentimentos, como se num “Big Bang” de caridade e amor eterno. Contemplar minha esposa grávida é uma dádiva paradisíaca. Estou realmente empolgado.
Ser pai é indescritível. Uma mistura de aventura, amor, responsabilidade e vontade de ser melhor.
Este agora é um ofício para mim. Um chamado divino. Fui comissionado por Deus para isso. Isto é tão importante para mim, pois até Deus se revela como pai, o quanto deverá ser maravilhoso e importante ser pai. Eu sei que o tempo passa. E quando degustamos e banqueteamos com os prazeres da família, este tão maravilhoso modelo divino de vida, somos completos em felicidade.
Finalizo minhas palavras dizendo:
- Ser pai é ser importante demais da conta!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Abertura de terra para construção do Templo de Manaus - Brasil


Na bela manhã ensolarada de hoje (20/6), às margens do Rio Negro, em Manaus, líderes e membros da Igreja na região puderam participar de um evento tão esperado: a cerimônia de abertura de terra para a construção do Templo de Manaus Brasil.
A temperatura era de 30 graus, amena para um lugar conhecido pelo forte calor. O céu, com um lindo azul, trouxe ainda mais alegria para aqueles que testemunharam o início de uma obra que trará mais luz e entendimento ao povo da cidade.
Presidida pelo Élder Charles Didier, que estava acompanhado de seus conselheiros na Presidência da Área Brasil, Élderes Ulisses Soares e Stanley G. Ellis, juntamente com suas respectivas esposas, a cerimônia contou com a presença do prefeito da Cidade de Manaus, Serafim Corrêa, e do vereador Arlindo Jr., além do Élder Itinose, Setenta de Área e atualmente servindo como presidente da Missão Brasil Manaus.
“Hoje é um dia de preparação”, disse o Élder Ellis, palavras endossadas pelo Élder Didier, que deixou a mensagem final e proferiu a oração dedicatória para a construção do templo. Élder Soares contou que o terreno havia sido escolhido há 13 anos e que “chegou o dia tão esperado”.
Presidência da Área Brasil: Élder Ulisses Soares (2º Cons., à esq.),Élder Charles Didier (Pres.) e Élder Stanley G. Ellis (1º Cons.)
Há 18 anos foi organizada a Missão Brasil Manaus, em julho de 1990. O então presidente da Missão, Cláudio Costa, ensinava aos missionários a importância de encontrar e batizar famílias completas. “Templo significa famílias. Para uma dia termos um templo nesta cidade, precisamos batizar famílias hoje”, enfocava o presidente Costa. Atualmente na Presidência dos Setenta, o Élder Claudio R. M. Costa afirmou: “A Casa do Senhor será a maior bênção concedida à cidade de Manaus. O Templo de Manaus será um dos mais movimentados do mundo”. Ele relatou que os membros da Igreja na região fizeram grandes sacrifícios, primeiro viajando sete dias para irem ao Templo de São Paulo, depois quarenta horas para irem ao Templo de Caracas na Venezuela. O Pres. Geraldo Lima, presidente da Estaca Manaus Cidade Nova que já liderou 13 das 20 caravanas ao templo na Venezuela, contou: “Sempre que voltávamos do Templo de Caracas havia muita felicidade, apesar do grande sacrifício. Em breve teremos essa mesma alegria todos os dias aqui em nossa cidade com o futuro Templo de Manaus.”
Para Alice Chaves, 35 anos e batizada desde os 14, “Esta é a maior bênção neste momento de nossas vidas. Lembrei-me de quando tudo começou, quando me batizei e agora vejo as promessas se cumprindo como um milagre”, recordou emocionada e feliz.
Após a oração dedicatória, os membros da Presidência da Área Brasil pegaram a pá e abriram a terra de forma simbólica. Élder Didier então convidou algumas irmãs para fazerem o mesmo, enfatizando: “Irmãs, vocês vão ajudar muito neste futuro templo.”
Nesses 18 anos da Missão Manaus, a cidade que tinha só uma estaca em 1990, tem hoje 8 delas com mais de 44 mil membros que se reúnem em 22 capelas aos domingos.
Além da matéria publicada hoje pelo jornal Amazonas em Tempo, estiveram presentes outros repórteres de rádio e TV locais.
O Templo de Manaus Brasil foi anunciado no dia 23 de maio de 2007 e será o sexto templo construído no País, depois de São Paulo, Recife, Porto Alegre, Campinas e mais recentemente, Curitiba.
Com informações do departamento de assuntos públicos da Igreja

Mensagem do Presidente Thomas S. Monson em Brasília - 2 de junho de 2008

Tempo de Escolher


Reunião com os Membros em Brasília, Brasil
Segunda-feira, 2 de junho de 2008
Sou especialmente grato por estar com vocês esta noite, irmãos e irmãs, no encerramento de uma visita memorável que o casal Nelson e eu fizemos ao Brasil. No sábado à noite presenciamos o belo programa cultural apresentado pelos membros, em Curitiba, antes da dedicação do templo. Ontem, em quatro sessões inspiradoras, dedicamos o magnífico Templo de Curitiba. Esta tarde, tivemos o privilégio de nos reunir com o Vice-Presidente do Brasil, José Alencar. Levaremos conosco lembranças inestimáveis desta visita ao seu belíssimo país.
Tenho pensado ultimamente sobre as escolhas que fazemos na vida. Há um sábio conselho na Bíblia, em Eclesiastes, capítulo 3, versículos 1, 2, 4 e 6: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; (…) tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; (…) tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora”. E eu acrescento: “Tempo de escolher”.
Eu lhes pergunto: Que escolhas vocês farão na vida? Irmãos e irmãs, nós somos aquilo que escolhemos ser. Nossas escolhas determinam o nosso destino.
Sempre gostei muito da letra de um dos nossos hinos [nº 149]:

A alma é livre para agirE seu destino decidir;Suprema lei deixou-nos DeusNão forçará os filhos SeusApenas faz-nos escolherO bem ou o mal neste viver,Conselhos dá-nos, com amor,Cuidado, graças e favor.

Gostaria de sugerir-lhes quatro decisões, quatro escolhas, que nos ajudarão a determinar nosso destino.
Primeira: escolher ouvir.
Segunda: escolher aprender.
Terceira: escolher trabalhar.
E quarta: escolher amar.

No que se refere a ouvir, espero que vocês ouçam as pessoas que os amam e que desejam sinceramente o melhor para vocês. Vocês, jovens, ouçam sua mãe e ouçam seu pai, pois cada qual se ajoelha diariamente e ora por vocês, implorando ao Pai Celeste que proteja e oriente vocês nas escolhas que fazem.
Espero que possamos ouvir o conselho de nossos líderes, que são inspirados para nos guiar no caminho que devemos escolher. Que possamos também ouvir os sussurros do Espírito Santo. Prometo-lhes que, se ouvirmos o Espírito Santo, se houver um desejo justo em nosso coração e se nossa conduta refletir esse desejo, seremos guiados por esse Santo Espírito.
Certa noite, há muitos anos, eu dirigia para casa, depois de uma atividade. Seguia por uma rua que percorrera raras vezes. Ao tomar a direção leste, um pensamento me ocorreu: “Numa destas casas mora uma família que viveu em nossa ala quando eu era bispo, muitos anos atrás. Como a irmã Thomas e sua família estariam passando?” Mantive a velocidade, pois tinha um compromisso dali a pouco. Mas o Espírito parecia dizer-me que eu devia voltar e ir até a casa da irmã Thomas. Fiz a volta com o carro, localizei a casa, estacionei na entrada da garagem e bati à porta da frente. Ninguém respondeu. Bati novamente. Nada, ainda. Entrei novamente no carro e ia voltando para a rua, quando notei que alguém abrira a porta de entrada. Voltei a estacionar o carro no mesmo lugar, saí e caminhei em direção à porta. Ali estava a irmã Thomas, uma mulher amável, de cabelos prateados, que freqüentara minha ala muitos anos antes. “Irmã Thomas, que bom ver a senhora. Como vai?” Sua mão parecia tatear à procura da minha.
“Reconheço a voz, mas não posso vê-lo. Estou cega.”
Só então compreendi por que o Senhor havia-me guiado a fim de parar e ver a amiga querida de tempos atrás. Ao conversar com ela e com os membros da família, soube que nesse dia em especial era o aniversário de falecimento de sua filha mais velha. Ela, principalmente, carecia de consolo, e sentira o desejo de receber uma bênção de um portador do sacerdócio de Deus. Senti-me honrado por dar-lhe essa bênção.
É minha oração que cada um de nós leve uma vida digna, para receber a orientação de nosso Pai Celeste; que possamos ouvir os sussurros do Espírito Santo para termos a oportunidade de responder a esses sussurros e estar em sintonia com a influência orientadora de nosso Pai Celestial. Uma das mais doces experiências da mortalidade é servir de instrumento nas mãos de Deus para abençoar a vida de outras pessoas. Façamos a promessa de ouvir.
A [decisão] seguinte: que escolhamos aprender. Não é suficiente só ouvir, se não aprendemos. Conservemos no coração o conselho do Senhor que se encontra em Doutrina e Convênios: “Nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé” (D&C 88:118).
Que livros seriam fontes mais excelentes e esclarecedoras para nosso aprendizado do que as escrituras — a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e A Pedra de Grande Valor? Estudando esses livros sagrados, aprendemos lições de valor eterno. Por exemplo, podemos aprender paciência ao estudar com afinco a vida de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Conseguem imaginar a decepção que Ele deve ter sentido — sabendo que tinha as chaves da vida eterna e que Ele era o detentor do caminho para que vocês e eu entrássemos no reino celestial de Deus — ao levar Seu evangelho ao povo que O rejeitou e recusou ouvir Sua mensagem? Mesmo assim, Ele teve paciência. Cumpriu Sua responsabilidade em vida, mesmo até a cruz do Calvário. Há muitas lições que podemos aprender quando estudamos a vida de nosso Salvador. A paciência é uma delas.
Também podemos aprender, estudando a vida dos líderes da Igreja. Aprendi muito estudando esses grandes homens, cuja amizade tive o privilégio de desfrutar em todos esses anos. O Presidente David O. McKay foi um exemplo vivo de bondade. Nunca o ouvi erguer a voz; falava com brandura a todos os que conhecia. O Presidente N. Eldon Tanner, que serviu como conselheiro na Primeira Presidência por muitos anos, foi um homem de autêntica integridade. O Presidente Kimball exemplificava a humildade. Além disso, era uma pessoa alegre, apesar dos problemas com a saúde. O Presidente Hinckley dedicou-se inteiramente à obra do Senhor e trabalhou incansavelmente para cumprir suas designações. Cada um desses grandes homens, ao lado de quem servi, me ensinaram lições que jamais esquecerei. Convido-os a juntar-se a mim no compromisso de aprender.
A decisão a seguir, que trabalhemos. Não é suficiente desejar, não é suficiente sonhar, não é suficiente prometer, não é suficiente se comprometer. Literalmente, precisamos fazer. O Senhor disse: “Aquele que lança a sua foice com vigor faz reserva, de modo que não perece” (D&C 4:4). E Néfi declarou: “Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor” (1 Néfi 3:7). Foi Tiago, no Novo Testamento, quem resumiu para nós essa lição: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos” (Tiago 1:22).
Um dos grandes exemplos de trabalho na vinha de Deus foi o Élder LeGrand Richards, que serviu como membro do Quórum dos Doze Apóstolos por 31 anos. Foi amado pelos membros da Igreja no mundo inteiro. Não houve sequer um dia em sua vida no qual não padecesse com dores. Devido a um problema na bacia, foi-lhe permitido não se ajoelhar durante as orações, mas ele nunca usou esse privilégio. Ele se ajoelhava ao lado dos membros dos Doze, embora todos nós pudéssemos ver estampada em seu semblante a imensa dor física causada pelo ato de se ajoelhar. Todas as semanas, comparecia às conferências de estaca — e algumas ficavam bem longe de sua casa. Viveu para edificar e fortalecer os outros, sempre obediente ao conselho do Apóstolo Pedro: “Estai sempre preparados para responder (…) a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pedro 3:15). O Élder Richards é o autor do livro Uma Obra Maravilhosa e um Assombro, que, desde sua publicação, é usado pelos missionários no mundo todo.
Há muitos anos, fui designado a estar, no mesmo fim de semana, em duas diferentes cidades da Califórnia, nos Estados Unidos. Fui à primeira, em São Francisco, e depois embarquei no avião que me levaria a Los Angeles, onde teria a oportunidade de reunir-me com a liderança dos jovens adultos da região sul da Califórnia. Ao acomodar-me na poltrona do avião, o assento ao meu lado estava vazio. O avião subiu e dirigiu-se para Los Angeles. Uma jovem e simpática comissária de bordo sentou-se no lugar ao meu lado. Percebi que ela estava lendo o livro Uma Obra Maravilhosa e um Assombro. Eu lhe disse: “Você deve ser membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.
Ela respondeu: “Não, não. Por que a pergunta?”
“Bem, você está lendo um livro escrito por um membro muito importante dessa Igreja”.
Ela disse: “É mesmo? Ganhei o livro de uma amiga, mas não sei nada sobre ele. Fiquei curiosa e decidi lê-lo”.
Resolvi então prestar meu testemunho àquela moça. Disse-lhe também que eu tivera o privilégio, anos antes, de ajudar o Élder Richards na impressão do livro que agora ela lia. Falei-lhe sobre o Élder Richards e sobre muitos milhares de pessoas que aceitaram a verdade depois de ler esse mesmo livro. Passei o restante do tempo do vôo respondendo às perguntas que ela me fez. Ao término da viagem, perguntei-lhe se podia pedir aos missionários que a visitassem. Também perguntei se ela gostaria de visitar nosso ramo em São Francisco. Ela respondeu “sim” às duas perguntas. Seu nome era Yvonne Ramirez, e quando cheguei em casa, escrevi ao presidente da Estaca São Francisco e transmiti-lhe essa informação. Poucas semanas depois, recebi uma ligação daquele presidente de estaca, que disse: “Irmão Monson, acho que o senhor vai gostar de saber que hoje, Yvonne Ramirez, comissária de bordo da United Airlines, a jovem que se sentou ao seu lado no vôo de São Francisco a Los Angeles, tornou-se o mais novo membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Fiquei radiante.
Todos nós temos a responsabilidade de trabalhar. Que possamos cumprir essa responsabilidade.
Por fim, que possamos amar. Vocês se lembram da resposta que o Salvador deu ao doutor da lei, quando este perguntou: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei?”
Ele respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:36-39).
Que sempre nos lembremos do conselho do Senhor contido no Livro de Mórmon, em Terceiro Néfi, capítulo 11, versículos 28 a 30: “Não haverá disputas entre vós, (…) Pois em verdade, em verdade vos digo que aquele que tem o espírito de discórdia não é meu, mas é do diabo, que é o pai da discórdia e leva a cólera ao coração dos homens, para contenderem uns com os outros. Eis que esta não é minha doutrina, levar a cólera ao coração dos homens, uns contra os outros; esta, porém, é minha doutrina: que estas coisas devem cessar”.
Shakespeare escreveu: “Eles não amam aqueles que não demonstram ter seu amor”. Como podemos demonstrar nosso amor a Deus e nosso amor por nosso próximo? Por meio da obediência aos mandamentos de Deus e aos conselhos de Seus servos. Temos o privilégio de obedecer à lei do dízimo, obedecer ao código da moralidade e de obedecer, em todos os aspectos de nossa vida, à palavra de nosso Pai Celestial. Podemos saber o quanto nós O amamos pela maneira como nós O servimos e pela maneira como servimos ao nosso próximo.
Novamente, irmãos e irmãs, que possamos assumir o compromisso de ouvir, de aprender, de trabalhar e de amar. Ao cumprir esses compromissos, teremos a orientação de nosso Pai Celeste e sentiremos a verdadeira alegria em nossa vida. Isso não significa que devamos simplesmente fazer um pedido ou sonhar, mas sim, que devemos decidir fazer tudo para cumprir nosso compromisso. Se quisermos, nós o faremos.
Vamos, pois, prosseguir com nossas resoluções? Será que podemos mudar nossos hábitos, se isso for necessário? Declaro-lhes que sim. Por exemplo, gostaria de contar-lhes a experiência que um amigo compartilhou comigo, há anos. Ele falou sobre sua infância. “Meu irmão gêmeo e eu tivemos uma infância difícil. Tinhamos uma mãe adorável e um pai excelente, mas ele era dependente do álcool. Aos sábados, sempre tínhamos a tarefa de sair à noite para trazê-lo para casa. Certa ocasião, meu irmão e eu comemorávamos nosso 16º aniversário. Tínhamos convidado amigos para uma festinha lá em casa, e estávamos brincando e nos divertindo, quando nosso pai entrou, completamente bêbado. Nossos amigos, constrangidos, foram embora. Mamãe tinha uma expressão de dor marcando-lhe a face. Dissemos ao nosso pai coisas bem duras, como: ‘Não consegue ficar sóbrio, pai? Nem no nosso aniversário?’” Meu amigo prosseguiu relatando o ocorrido: “Meu pai voltou-se para nós dois e disse: ‘Rapazes, perdoem-me. Prometo que nunca mais vou tomar uma gota de álcool’”.
Aquela família já havia ouvido essa promessa várias vezes. Embora os dois jovens tivessem uma atitude áspera com o pai, a mãe sabiamente lhes disse: “Filhos, seu pai é portador do sacerdócio, e sei que um dia ele o honrará. Por isso, quero que honrem seu pai”.
Meu amigo declarou: “Meu pai foi fiel à promessa que fez. Nunca mais tocou na bebida. Tornou-se o pai mais bondoso e prestativo que um filho podia ter. Nossa mãe encheu-se de alegria.”
O pai desse meu amigo faleceu algum tempo depois. Mas aquela mãe, que teve a capacidade de acreditar que a palavra de um homem pode ser sua garantia, se for sincera, de acreditar que ele podia escolher mudar e cumprir sua palavra, viveu para ver seu marido mudar. Ela também viveu para ver os dois gêmeos serem chamados para servir como presidentes de missão na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Presto-lhes meu testemunho esta noite de que, quando o Salvador disse aquelas palavras registradas no livro do Apocalipse, Ele na verdade deu a vocês e a mim um conselho que nos ajudaria a ser fiéis ao que prometemos. Lembram quais foram as Suas palavras? “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa” (Apocalipse 3:20).
É minha oração esta noite que tenhamos ouvidos para ouvir, que possamos escutar quando Ele bater à porta, que valorizemos o convite do nosso Senhor e tenhamos sabedoria para abrir de par em par a porta de nosso coração e os portais de nossa mente, para que Jesus Cristo entre e permaneça em nós. Será que abriremos espaço para Ele em nosso coração? Teremos tempo para Ele em nossa vida? Eu insisto, a escolha cabe a nós, de nos lembrar de que nossas escolhas e nossas decisões determinam nosso destino.
Irmãos e irmãs, eu lhes deixo o meu amor. Foi um privilégio poder estar aqui esta noite. Pude sentir o seu espírito e eu os elogio por seu testemunho da verdade.
Se viverem o evangelho, as outras pessoas verão o bem que se origina dele. Vocês vão servir de inspiração para que elas conheçam a Igreja e abracem a mensagem do evangelho. O número de membros da Igreja no Brasil está crescendo. Quando a irmã Monson e eu viemos para cá pela primeira vez, em 1969, havia somente duas estacas e uma missão. Na contagem mais recente, no final de 2007, havia 27 missões, 218 estacas e 50 distritos. Em 1940, havia menos de 200 membros no país como um todo. Quando o primeiro templo em São Paulo foi dedicado, em 1978, havia 54.000 membros. Hoje, há mais de um milhão de membros, e o crescimento é constante.
Deixo-lhes a minha bênção. Que nosso Pai Celeste continue sempre ao seu lado, e abençoe cada um todos os dias, é minha oração, em nome de Seu Filho Amado, nosso Salvador e Redentor — o próprio Jesus Cristo, nosso Senhor —, Amém.
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