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quarta-feira, 6 de março de 2013

Igreja Anuncia Nova Edição das Escrituras em Inglês

Depois de quase oito anos de trabalho, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias lançou em formato digital uma edição atualizada de suas escrituras e auxílio das escrituras em Inglês.


A última atualização da Igreja nas escrituras em Inglês, a Bíblia Sagrada, o Livro de MórmonDoutrina e Convênios e a Pérola de Grande Valor, foi concluída em 1981. As melhorias feitas para essa edição, incluindo a adição de um extenso estudo que ajudará em cada livro da Escritura, foram significativos e coroou 10 anos de trabalho.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Hugh Nibley - O Pai da Apologética Mórmon

Hugh Winder Nibley nasceu em 27 de março de 1910 em Portland, Oregon e morreu aos 94 anos no dia 24 de fevereiro de 2005 em sua casa em Provo, Utah. Ele foi um escritor, pesquisador, apologista mórmon, e professor da Brigham Young University(BYU). Suas obras, embora não fossem posições oficiais d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD), tentavam demonstrar evidências arqueológicas, lingüísticas e históricas para as alegações do profeta da restauração, Joseph Smith, e são altamente consideradas dentro da comunidade SUD.

Um autor prolífico e professor de Escrituras Bíblicas e Mórmons da BYU, ele era fluente em várias línguas, incluindo o latim clássico, grego, hebraico, egípcio, copta, árabe, alemão, francês, Inglês, Italiano e Espanhol. Ele também estudou holandês e russo durante a Segunda Guerra Mundial. Ele estudou búlgaro antigo e Inglês Antigo , e sua fluência em nórdico antigo teria sido suficiente para lhe permitir ler uma enciclopédia inteira em norueguês.

Nibley escreveu e palestrou sobre as escrituras e temas doutrinários d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, publicando vários artigos nas revistas da Igreja Mórmon. Sua abordagem sobre o Livro de Mórmon foi adotada em 1957 como um manual de lição religiosa pela Igreja SUD. Nibley era casado com Phyllis Draper desde setembro de 1946 e teve oito filhos. Nibley serviu como missionário mórmon aos dezessete anos de idade, servindo por dois anos na Alemanha, entre 1927 e 1930.

Hugh Nibley foi sem dúvida o pioneiro da erudição e apologética mórmon (santo dos últimos dias). Desde que obteve seu Ph.D. na Universidade da Califórnia em Berkeley em 1939, Nibley produziu uma aparente infinidade corrente de livros e artigos cobrindo um impressionante e vasto conjunto dos assuntos relatados. Ora escrevendo sobre os Patrícios, Pergaminhos do Mar Morto, Apócrifos, cultura do Oriente Próximo ou Mormonismo, ele demonstrou um impressionante domínio das linguagens originais de textos primários e de literatura secundária. Ele abriu o leque para novos estudos e um trabalho mais intelectual e e acurado para jovens estudantes e aspirantes a apologistas. Truman Madsen, Professor Emérito de Filosofia e Religião da Universidade Brigham Young disse: "Para aqueles que o conhecem melhor, no mínimo, Hugh W. Nibley é um prodígio, um enigma, e um símbolo."

Os poucos evangélicos que estão cientes de Hugh Nibley freqüentemente o dispensam como uma fraude ou como um pseudo-erudito. Aqueles que gostariam de rapidamente dispensar seus escritos fariam bem em ouvir o conselho de Madsen: "Críticos mal intencionados têm suspeitado ao longo dos anos que Nibley esteve jogando com suas fontes, escondendo-se atrás de suas notas de rodapé e lendo em antigas línguas que nenhum responsável jamais checaria. Infelizmente, poucos têm a habilidade necessária para fazer a verificação". A parte central do trabalho de Nibley tem permanecido incontestada pelos evangélicos apesar do fato que ele têm publicado material relevante desde 1946. A atitude de Nibley em relação aos evangélicos é: "Nós precisamos de mais livros antimórmons. Eles nos mantêm nas pontas dos pés".

Sem dúvidas existem falhas no trabalho de Nibley, mas a maioria dos contra-sectários não possui as ferramentas para as demonstrarem. Poucos tentaram. Nibley foi um erudito de alto calibre. Muitos dos seus mais importantes ensaios primeiramente apareceram em periódicos acadêmicos tais quais o "Revue de Qumran, Vigilae Christianae, Church History, e o Jewish Quartely Review.  Nibley também tem recebido louvor de eruditos não SUD tais como Jacob Neusner, James Charlesworth, Cyrus Gordon, Raphael Patai e Jacob Milgrom. O ex-reitor da "Divinity School" de Harvard, George MacRae, certa vez lamentou enquanto ouviu-o palestrar, "É uma obscenidade para um homem conhecer tudo aquilo!" É espantoso que poucos eruditos evangélicos estejam cientes de seu trabalho. À luz do respeito que Nibley tem ganhado no mundo erudito não SUD é ainda mais assombroso que contra-sectários possam tão negligentemente dispensar seu trabalho. 

Por muitos anos Nibley pode ter sido o único erudito conservador do Mormonismo de reputação. Todavia, devido à influência de Nibley como um professor motivador, hoje existem muitos mais. Durante os anos que Nibley lecionou na BYU muitos estudantes SUD seguiram o seu exemplo ao saírem para adquirir um grau necessário a fim de ganhar uma audiência na comunidade acadêmica. Por exemplo, Stephen E. Robinson foi para Universidade Duke para adquirir um Ph.D em Estudos Bíblicos sob a tutela de W.D. Davies e James Charlesworth. Outros seguiram em diferentes direções: S. Kent Brown tomou um doutorado da Universidade Brown, focalizando sua pesquisa nos textos de Nag Hamadi; C. Wilfred Griggs recebeu um Ph.D. em história antiga pela Universidade da Califórnia em Berkeley e é um especialista em antiga Cristandade Egípcia; sob a supervisão de David Noel Freedman e Frank Moore Cross, Kent P. Jackson obteve um doutorado em estudos do Oriente Próximo pela Universidade de Michigan após completar sua dissertação na linguagem Amonita; Avraham Gileadi obteve seu Ph.D com R. K. Harrison servindo como primeiro leitor de sua dissertação concernente a estrutura literária de Isaías; Stephen D. Ricks recebeu um doutorado em Religiões do Oriente da Universidade de Berkeley, Califórnia e União Teológica Graduada sob Jacob Milgrom; Donald W. Parry recebeu seu Ph.D em Hebreu em conjunto com a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Universidade de Utah; John Gee recebeu seu Ph.D em Egiptologia na Universidade Yale. Muitos mais exemplos de eruditos Mórmons com idênticas credenciais poderiam ser alistados. Atualmente uma outra tropa de tradicionais intelectuais Mórmons, em parte fundeados pelos companheiros de Hugh Nibley da FARMS, estão obtendo graus elevados de estudo em Oxford, Duke, Claremont, UCLA, Universidade da Carolina do Norte – Chapel Hill, Universidade Católica da América e em outros lugares. Seus campos de estudo são bastante relevantes: Novo Testamento, Siríaco, Cristandade Primitiva, culturas e linguagens do Oriente Próximo e outras disciplinas. A significância destes fatos é simples: Mórmons possuem o treinamento e habilidades para produzirem robustas defesas de sua fé e Nibley foi o início deste trabalho. 

Fonte: 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM NA BÍBLIA E NO CRISTIANISMO DA BÍBLIA?


A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias aceita e honra a Bíblia como a palavra de Deus. Os Santos dos Últimos Dias entesouram seus registros inspirados da vida do Salvador e de seu ministério terreno. Lêem a Bíblia regularmente e aceitam ambos o Velho e o Novo Testamentos juntamente com os livros padrão da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e crêem e procuram viver de acordo com a mesma religião que existia na igreja estabelecida há dois mil anos atrás por Jesus Cristo. Acreditam que a Igreja dos Santos dos Últimos Dias é a restauração daquela Igreja de Cristo, restaurada pelo Salvador pessoalmente. Eles acreditam que ela ensina todas as doutrinas, promove as virtudes, participam das ordenanças essenciais (sacramentos), e está organizada de acordo com os princípios ensinados por Jesus e seus apóstolos no Novo Testamento. Por que os Santos dos Últimos Dias acreditam na Bíblia? Existem várias respostas para essa pergunta. Eles amam a Bíblia pelo que ela representa. Ela é uma testemunha divina de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ela contém as palavras dos profetas que falaram da vinda e do sacrifício expiatório. Ela registra os ensinamentos, doutrinas, leis, ordenanças e convênios dados por Deus ao povo através de muitos séculos. Os mórmons também acreditam na Bíblia porque o Livro de Mórmon e outras revelações modernas afirmam que ela é verdadeira. (v. Mórmon 7:9; D&C 20:11).

Interpretação

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que ser guiados pelo Espírito Santo é necessário de modo a poderem compreender corretamente as escrituras. Esse requisito aplica-se igualmente à Bíblia, ao Livro de Mórmon e às revelações modernas. Todas as igrejas cristãs que crêem na Bíblia, se Católica, Ortodoxa, Protestante, Evangélica ou Santo dos Últimos Dias interpretam o texto bíblico diferentemente. Ao interpretarem a Bíblia, algumas igrejas confiam cegamente na tradição; outras vão pela lógica, semântica, filosofia, teoria, ou história. Os membros da Igreja Restaurada acreditam que a verdade pode ser encontrada em todas as religiões do mundo, mas que Deus chamou profetas modernos a começar por Joseph Smith e deu-lhes revelações para ajudar o povo a compreender Suas palavras encontradas na Bíblia e em outros escritos sagrados. Ao interpretar a Bíblia, os Santos dos Últimos Dias buscam confiar primeiramente no Espírito Santo e no espírito de profecia e revelação.

Os Santos dos Últimos Dias reconhecem que a Bíblia deve ser traduzida corretamente de modo a ser compreendida apropriadamente em nossos dias, pois Jesus não falou Inglês, quer moderno ou Elizabetano, ou qualquer das outras línguas encontradas popularmente hoje nas traduções da Bíblia. Esse reconhecimento, entretanto, não impede os Santos de acreditarem na Bíblia, pois inspiração divina proverá novamente respostas para as situações importantes. Conquanto a Tradução da Bíblia feita por Joseph Smith afirma e adota a maior parte dos escritos tradicionais da versão do Rei Tiago, ela também restaura explicações e nuanças de seu significado.

O Uso da Bíblia

Algumas pessoas não sabem quão profunda é a influência da Bíblia na fé dos Santos dos Últimos Dias e em seu modo de vida. Por exemplo, os Santos acreditam na divindade de Cristo, no milagre de sua graça tal como ensinado por Paulo (v. Efésios 2:8-10; 2Néfi 25:23), a necessidade de obras como ensinado por Tiago (v.Tiago 2:19-20; Alma 9:28), a majestade do amor como testemunhado por João (v.1 João 3:1-2; Moroni 7:45-48), a ressurreição dos mortos através do Senhor Jesus Cristo (v. 1 Coríntios 15; Helamã 14:15-18), e muitas outras doutrinas que são ensinadas na Bíblia. Muito do texto usado nas Regras de Fé dos Santos dos Últimos Dias foi baseado nas palavras do apóstolo Paulo e outros textos do Novo Testamento. Várias revelações recebidas pelo profeta Joseph Smith foram ditadas pelo seu desejo de compreender o significado de passagens na Bíblia. Por exemplo, depois de ler João 5:29, Joseph Smith perguntou ao Senhor com relação à Sua referência à "ressurreição dos injustos" e em resposta Joseph recebeu a resplandecente revelação dos três graus de glória no mundo vindouro (v. D&C 76).

A organização de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias segue o modelo encontrado no Novo Testamento. A Igreja é dirigida por "Apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina". (Efésios 2:20), uma presidência de três (compare Pedro, Tiago e João), e quoruns dos setentas para levarem o Evangelho ao mundo (veja Lucas 10:1). Ela também tem outros ofícios tais como Elderes, Bispos, Mestres, Diáconos, Evangelistas, e assim por diante. (v. Efésios 4:11; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 5:17; Tito 1:7).

Muitas das ordenanças Santo dos Últimos Dias são encontradas na Bíblia. Os Santos praticam as ordenanças do Novo Testamento-batismo por imersão na água dos conversos (v. João 3:23; D&C 20:73-74), a imposição de mãos para conferir o dom do Espírito Santo (v. Atos 8:14-17; Moroni 2), o sacramento da Ceia do Senhor (v.1 Coríntios 11:23-25; D&C 20:75-79), e a imposição de mãos para concessão do Sacerdócio (v. 1Timótio 4:14; Moroni 3), tal como claramente mencionada mas largamente incompreendida ordenança do batismo a favor das pessoas que morreram (v.1 Coríntios 15:29; D&C 127:28).

Além disso, os Santos pagam o dízimo (v. Malaquias 3:8; Mateus 2323; D&C 119), chamam os élderes para ungir com óleo os doentes em nome do Senhor (v. Tiago 5:14; D&C 42:43-51), e jejuam e oram frequentemente (v.Mateus 6:17-18; Alma 6:6). Até casamento plural ( D&C 132) e o uso comum da propriedade na lei de consagração, que foi praticada por certo período da história mórmon como instruído por Deus (v. D&C 42: 51; 83; 104), encontram paralelos óbvios na Bíblia (v. Gênesis 16:1-3; Deuteronômio 21:15; e Atos 2:44). Em diversas maneiras tais como essas, os Santos demonstram sua crença na Bíblia, não somente por palavras e pensamentos, mas também por obra e ação.

Os Santos dos Últimos Dias crêem em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho Jesus Cristo, e no Espírito Santo (v. Regras de Fé, 1:1). Juntam-se a Paulo e confessam a Deus: "Dando graças ao Pai que nos fêz idôneos para participar da herança dos santos na luz; o qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;". (Colossenses 1:12-14).

Os santos louvam a Deus: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos". (1 Timóteo 2:3-6). Eles saúdam a todo o mundo, na esperança de que "a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, em comunhão com o Espírito Santo", esteja com todos (2 Coríntios 13:14). Tal confissão da Bíblia é inteiramente abraçada pelos Santos.

Os Credos

Os Santos dos Últimos Dias acreditam, entretanto, que os credos dos últimos concílios cristãos não preservam corretamente a doutrina de Deus contida na Bíblia. Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo não reconhecem a autoridade desses concílios para editarem fórmulas obrigatórias de doutrina. Além disso, os Santos dos Últimos Dias acreditam que os credos não são consistentes entre si, cada um se afastando mais dos ensinamentos bíblicos e sua doutrina à medida que o tempo passa. O texto mais antigo do Credo da Igreja de Roma (datando do segundo século) é muito simples e está mais próximo da Bíblia. Textos mais recentes, entretanto, afastam-se passo a passo da Bíblia. O Credo Cesariano (perto do fim do terceiro século) e o modelo recebido do Credo dos Apóstolos declara Deus o Pai - ao invés de Jesus Cristo, como ensinado na Bíblia (v. João 1:3; Efésios 3:9; Hebreus 1:2) - como o "Criador de todas as coisas" ou "Criador dos céus e terra". O Credo Niceno ( quarto século ) começou a falar de Jesus como sendo "da substância do Pai" e "de uma substância com o Pai", introduzindo essas expressões não bíblicas nos textos dos credos. Eventualmente, o chamado Credo Atanásio (cerca do sétimo século) acrescentou noções como "um deus em Trindade, uma Trindade em Unidade" e ordenou que para ser salva uma pessoa "tem de pensar desta maneira da Trindade".4

Os Santos dos Últimos Dias consideram que certos aspectos desses textos são não bíblicos e espiritualmente limitativos. Eles - os Santos - preferem o testemunho dado na Bíblia e nas revelações modernas do que as fórmulas moldadas por concílios ou sínodos, por mais astutos que tenham sido.
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