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sábado, 3 de novembro de 2012

Conheça os Mórmons - Ann Romney, Esposa de Mitt Romney, Candidato à Presidência dos EUA

À primeira vista, Ann Romney, 63 anos, parece uma típica dona de casa americana, daquelas que abdicam da própria vida para se dedicar integralmente ao marido e aos filhos. De família rica, ela nunca trabalhou. Converteu-se à religião do marido, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e atuou como voluntária em entidades de apoio a crianças especiais e pacientes com câncer. Mas se engana quem, diante de tal relato, presume que Ann teve uma vida fácil e sem preocupações. Sua trajetória, não raro, leva os interlocutores às lágrimas: mãe de cinco filhos, ela enfrentou um périplo pela sobrevivência nas últimas décadas.

Casada há 43 anos com o ex-governador de Massachusetts e candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, Ann superou duas doenças graves, que quase a levaram à morte. Esse histórico de luta pela vida e de parceria com o marido fez com que ela conquistasse a simpatia dos americanos e ganhasse cada vez mais espaço na campanha de Mitt. Os estrategistas republicanos exploraram a história de Ann para reduzir a rejeição do candidato entre o eleitorado feminino.

Ann Romney nasceu em 1949, na cidade de Bloomfield Hills, em Michigan, no centro-oeste americano. Seu pai era um homem de negócios com influência política na região. Aos 15 anos, ela começou namorar o filho do então governador do estado, George Romney, três anos mais velho. Eles se conheceram no colégio, quando Mitt era escoteiro. Ele viu a futura mulher pela primeira vez quando ela andava a cavalo — até hoje uma das grandes paixões de Ann. Logo que completou 18 anos, ela decidiu se converter à religião mórmon, do então namorado. Passou a frequentar A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas o jovem casal teve que esperar quase dois anos para ficar junto, tempo que Mitt passou como missionário religioso na França. Como nos filmes americanos, ele pediu Ann em casamento durante um baile de formatura. Casaram-se em 1969. Mitt tinha 22 anos, e ela, 19.
Ann Romney estudou na Universidade Brigham Young, no estado de Utah, e em 1976 se formou em língua francesa. Mas nunca trabalhou. Um ano depois do casamento, o primeiro filho dos Romney, Taggart, nasceu, o que atrasou a conclusão da graduação de Ann. No discurso que fez na convenção republicana, ela relembrou o passado e contou detalhes da história com Mitt. "Passaram-se 47 anos desde que aquele jovem alto e encantador me levou para casa após nosso primeiro baile. Desde então, nem todos os dias foram fáceis. Mas ele ainda me faz rir e nunca tive um só motivo para duvidar de que eu sou a mulher mais sortuda do mundo", afirmou Ann, sob as fortes palmas republicanas.

Disciplina

O casal tem cinco filhos — todos homens — e a mulher do candidato republicano se dedicou a cuidar dos garotos, que lhe deram ao todo 18 netos. A disciplina na casa dos Romney era espartana. Diariamente, às 6h, Ann estudava as escrituras mórmons com os filhos e outras crianças da vizinhança. Às 17h30, os meninos sentavam-se à mesa para jantar, pouco antes de Mitt chegar do trabalho. Nessa época, a família morava em Belmont, Massachusetts, próximo a Boston, e o futuro governador do estado trabalhava na empresa Bain Capital, umdos maiores fundos dos Estados Unidos, que ele ajudou a fundar. Em 1994, Romney começou a vida política no Partido Republicano, que ele representa até hoje.

Em 1998, a rotina tranquila do casal sofreu um duro golpe. Pouco antes do Dia de Ação de Graças, um feriado de grande simbolismo para os americanos, ela recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla, doença que atinge quase sempre pessoas jovens, na faixa dos 30 anos. À época, Ann já tinha 49. Nos períodos mais difíceis, Mitt teve que se afastar temporariamente da Bain Capital para cuidar da mulher. Aliando métodos tradicionais de tratamento com práticas como acupuntura, ela conseguiu controlar a esclerose e mantê-la em remissão. Em entrevista à rede de televisão americana CNN este ano, Ann relembrou as angústias do diagnóstico. "Eu me perguntava se seria progressivo, se eu ficaria numa cadeira de roda. Esses questionamentos me perturbavam", comentou Ann, que sofreu também de depressão. Antes de Mitt decidir se candidatar, a família levou em conta a doença de Ann e consultou médicos, para discutir possíveis impactos na saúde da matriarca dos Romney. Receberam sinal verde.

Quando se recuperou, Ann, que já era adepta do trabalho voluntário, dedicou-se com ainda mais afinco a entidades de defesa dos direitos de pessoas com esclerose múltipla. A família Romney doou grandes quantias para pesquisas nessa área e até hoje o casal colabora financeiramente para dar melhores condições de vida para portadores da doença — que não tem cura, mas pode ser controlada.

Em 2002, Romney foi eleito governador de Massachussets e, três anos depois, Ann passou a comandar um escritório destinado a angariar verbas federais para grupos religiosos. Como primeira-dama do estado, ela também se dedicou a um programa de prevenção da gravidez de adolescentes. Seis anos depois, veio um novo golpe: Ann Romney descobriu um câncer no seio. Mas enfrentou sessões de radioterapia e conseguiu se livrar do tumor. Nessa época, além de trabalhar voluntariamente na Sociedade de Esclerose Múltipla, passou a frequentar também um hospital de Massachusetts especializado no tratamento de câncer e atuou com a Cruz Vermelha.

Diante de sua história de vida, nem mesmo integrantes de movimentos feministas ousam criticar o fato de Ann Romney jamais ter trabalhado. Especialmente depois da polêmica gerada por um comentário da estrategista Hillary Rosen, uma das conselheiras do Comitê Nacional dos Democratas. Em tom bastante crítico, ela disse em entrevista que Ann Romney não tinha o direito de opinar a respeito da crise econômica americana por ser casada com um homem rico e "nunca ter trabalhado um único dia na vida".

O tiro saiu pela culatra: como nos Estados Unidos é muito caro contratar babá ou deixar crianças em creche, muitas mulheres precisam abrir mão da vida profissional para cuidar dos filhos. A opinião pública ficou, portanto, ao lado de Ann. Os democratas correram para desautorizar Hillary Rosen e Barack Obama também criticou a correligionária por seus comentários. Ann aproveitou para lucrar com o episódio e deu uma resposta curta, mas incisiva e cheia de razão. Em sua conta no Twitter, ela disparou: "Eu fiz uma escolha de estar em casa e criar cinco filhos. Acreditem, foi um trabalho duro". Os comentários da estrategista democrata repercutiram mal especialmente por conta das doenças que Ann enfrentou nas últimas décadas. Até mesmo Michelle Obama, mulher de Barack, defendeu a esposa do rival. "Toda mãe trabalha duro e toda mulher merece ser respeitada", disse Michelle Obama, também no Twitter, rejeitando a postura de Rosen. A democrata teve que aparecer na tevê para se retratar.

QUEM É
Nome: Ann Lois Romney
Idade: 63 anos
Local de nascimento: Bloomfield Hills, em Michigan
Profissão: dona de casa
Formação: graduada em língua francesa pela Universidade Brigham Young
Tempo de casamento: 43 anos
Filhos: cinco filhos homens e 18 netos

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Papiro Cristão indica que Jesus Cristo teria uma esposa

Um pedaço de papiro de apenas quatro por oito centímetros pode reacender o debate sobre a vida de Jesus Cristo e, em especial, sobre a possibilidade de ele ter sido casado. Uma historiadora especializada nos primeiros anos do cristianismo recebeu um papiro, que seria fragmento de um evangelho apócrifo, com uma frase nunca antes vista em nenhuma documento antigo: "Jesus disse a eles, 'Minha esposa (...)'." 

Embora outros evangelhos apócrifos façam referência a um Jesus que teria se relacionado, em especial,  com Maria Madalena, nunca nenhum deles trouxe a palavra 'esposa'. O papiro é escrito em copta, um antigo idioma egípcio que usa caracteres gregos. A peça, trazida a público por Karen King, historiadora eclesiástica da Universidade Harvard, em um encontro de especialistas em copta em Roma, nesta terça-feira, teria sido escrita no século IV, mas provavelmente é uma cópia de um texto anterior feito por volta de 150 d.C. 

Não é prova — Karen já se antecipou à principal discussão que seu estudo provocará: em um texto publicado no site de Harvard, ela afirma que a referência não constitui prova de que Jesus Cristo tinha uma esposa. No entanto, se de fato datar do século 2 d.C., o fragmento indica que o debate sobre se aquele que é considerado filho direto de Deus pela cristandade era ou não celibatário era uma realidade 150 anos após a sua morte.
No artigo publicado no site de Harvard, Karen King batizou o achado de The Gospel of Jesus’s Wife (O Evangelho da Mulher de Jesus, em tradução livre). O texto apócrifo, composto por oito linhas, está totalmente fragmentado, o que dificulta qualquer tentativa de interpretação, segundo a própria historiadora. Mas ela é enfática ao comentar a quarta – e mais importante – linha, na qual se lê claramente: "Jesus disse a eles: 'Minha mulher'."
"Essas palavras não podem significar nada diferente”, disse Karen King ao jornal The New York Times. A quinta linha prossegue: "Ela estará preparada para ser minha discípula", mas é incerto se Jesus estaria se referindo àquela que seria sua esposa ou a outra mulher. A historiadora tampouco acredita na tese de que a esposa em questão fosse Maria Madalena. Em entrevista publicada na Harvard Magazine , ela disse que nos textos antigos as mulheres eram sempre definidas pelo seu vínculo com homens (como na fórmula "Maria, esposa de José"). Jesus e Maria Madalena não são mencionados dessa forma em nenhum documento conhecido. “Toda a informação mais antiga e confiável sobre o Jesus histórico se cala a esse respeito", diz a pesquisadora.
De táxi — Karen King conta no site daHarvard Magazine que tomou conhecimento do fragmento em 2010. Estava em poder de um colecionador de artefatos históricos, que não quer se identificar. A princípio, ela desconfiou da autenticidade do documento. O proprietário insistiu num segundo contato um ano depois. Ela concordou em encontrá-lo.
Já com o original em mãos, ela diz ter passado os últimos meses levando o papiro, cuidadosamente preservado entre duas lâminas de vidro, a diversos especialistas. O ceticismo morreu num encontro com Roger Begnall, diretor do Institute for the Study of the Ancient World (ISAW), da Universidade de Nova York, ao qual estavam presentes outros papirologistas. Afirma ter saído do encontro confiando que o fragmento era autêntico. "Não voltamos de metrô. O papiro merecia andar de táxi", afirmou a historiadora ao site de Harvard. Ela também recebeu uma análise positiva de Ariel Shisha-Halevy, especialista em língua copta da Universidade Hebraica de Jerusalém.
O atual dono do papiro ofereceu doá-lo a Harvard caso a universidade compre uma parte de sua coleção. Segundo Karen King, a entidade está considerando a possibilidade. 
Apesar da apresentação nesta terça-feira, ainda não foi realizado um teste com carbono-14 na tinta do fragmento, o que permitiria estimar com precisão o quão antigo é o documento. Segundo Karen King, isso poderia danificar o material. Ela planeja testar a idade do papiro por uma técnica conhecida por espectroscopia.

*Esta matéria foi publicada neste blog, por ser uma notícia interessante e por falar sobre Jesus Cristo, e não é doutrina d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Parabéns Mulheres - 8 de Março, Dia da Mulher



As Mulheres de Nossa Vida




PRESIDENTE GORDON B. HINCKLEY 

Quão grato sou, quão gratos devemos todos ser pelas mulheres de nossa vida.
Meus irmãos e irmãs, neste início de discurso, peço que sejam pacientes comigo, pois quero tirar vantagem de um privilégio pessoal. Há seis meses, no encerramento de nossa conferência, relatei-lhes que minha amada companheira há 67 anos, estava gravemente enferma. Ela faleceu dois dias depois. Era 6 de abril, dia significativo para todos nós desta Igreja. Quero agradecer publicamente aos médicos dedicados e às enfermeiras maravilhosas que cuidaram dela durante sua última enfermidade.

Meus filhos e eu estávamos à sua cabeceira quando ela entrou mansamente na eternidade. Ao segurar-lhe a mão e ver a vida mortal escorregar por entre seus dedos, confesso que fui tomado pela emoção. Antes de nos casarmos, ela havia sido a garota dos meus sonhos, como dizia uma música bem popular na época. Ela foi minha companheira por mais de dois terços de século, éramos iguais perante o Senhor, na realidade ela era superior a mim. E agora, em minha velhice, ela tornou-se novamente a garota dos meus sonhos.
Logo após seu falecimento, recebemos uma tremenda demonstração de amor de todas as partes do mundo. Um grande número de lindos arranjos de flores foram enviados. Generosas contribuições foram feitas em seu nome ao Fundo Perpétuo de Educação e à sua cátedra na Universidade Brigham Young. Literalmente centenas de cartas foram enviadas. Temos caixas cheias delas vindas de muitos conhecidos e muitas outras mais de pessoas que não conhecemos. Todas elas expressam admiração por ela e condolências e amor por nós, a quem ela deixou para trás.
Lamentamos a impossibilidade de responder individualmente a essas demonstrações de carinho. Portanto, aproveito a ocasião para agradecer a cada um de vocês por tanta bondade. Muito, mas muito obrigado mesmo e, por favor, desculpem-nos por não termos respondido. A tarefa estava além de nossa capacidade, mas sua manifestação espalhou uma aura de consolo em nossa hora de pesar.
Sou grato por poder dizer, que não consigo lembrar de nenhuma briga séria durante nossa longa vida juntos. Ocasionalmente sim, surgiam pequenas diferenças, mas nada de grave. Acredito que nosso casamento foi tão idílico quanto, possivelmente, poderia ser o de qualquer um.
Reconheço que muitos de vocês foram abençoados de forma semelhante, e eu os cumprimento calorosamente, porque no fim de tudo, não existirá nenhum relacionamento mais precioso do que a convivência entre marido mulher, e não existe nada mais pressagioso para o bem ou para o mal do que os efeitos infinitos do casamento.
Observo esses efeitos constantemente. Observo tanto a beleza quanto a tragédia. Assim, resolvi falar um pouco hoje a respeito das mulheres de nossa vida.
Começarei pela Criação do mundo.
Lemos no livro de Gênesis e no livro de Moisés a respeito daquele grande, singular e notável empreendimento. O Todo-Poderoso foi o arquiteto daquela criação. Sob Sua direção ela foi levada a efeito por Seu Amado Filho, o Grande Jeová, que foi auxiliado por Miguel, o arcanjo.
Tudo se iniciou com a formação do céu e da Terra, sendo seguida pela separação da luz e das trevas. As águas foram separadas da terra. Depois vieram as plantas, seguidas dos animais. E em seguida, a suprema criação do homem. Gênesis registra que: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”. (Gênesis 1:31)
Mas o processo não estava concluído.
“Para [Adão] não se achava ajudadora idônea.
Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher (…).” (Gênesis 2:20–23)
E assim Eva tornou-se a criação final de Deus, a grande chave de ouro de toda a maravilhosa obra que a precedera.
A despeito dessa preeminência dada à criação da mulher, com tanta freqüência através dos tempos, ela foi relegada a segundo plano. Ela foi subestimada. Foi escravizada. Foi maltratada. Ainda assim, alguns dos grandes personagens das escrituras foram mulheres íntegras, realizadas e fiéis.
Temos Ester, Noemi e Rute no Velho Testamento. Temos Saria no Livro de Mórmon. Temos Maria, a própria mãe do Redentor do mundo. ´Nós a temos, como a escolhida de Deus descrita por Néfi como: “Uma virgem mais bela e formosa que todas as outras virgens”. (1 Néfi 11:15)
Foi ela que levou o menino Jesus para o Egito, a fim de salvar-Lhe a vida, devido à ira de Herodes. Foi ela quem O nutriu durante Sua infância e juventude. Ela ficou ao lado Dele, quando Seu corpo dilacerado pela dor foi erguido na cruz, no monte do Calvário. Em meio a Seu sofrimento, Ele disse a ela: “Mulher, eis aí o teu filho”. E ao discípulo em um apelo para que este cuidasse dela, Ele disse: “Eis aí tua mãe”. (João 19:26–27)
Ao longo de Sua vida temos Maria e Marta e Maria Madalena. Foi ela (Maria Madalena) quem foi ao sepulcro naquela manhã de Páscoa. E a ela, uma mulher, Ele apareceu em primeiro lugar como o Senhor ressuscitado. Como é que muito embora Jesus tenha colocado a mulher em uma posição de excelência, tantos homens, que professam Seu nome, deixam de fazê-lo?
Em Seu grande propósito, quando Deus criou o homem em primeiro lugar, ele criou uma dualidade dos sexos. A manifestação enobrecedora dessa dualidade é encontrada no casamento. Uma pessoa completa a outra. Como Paulo declarou: “Nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor”. (I Coríntios 11:11)
Não existe nenhum outro acordo que atenda aos propósitos divinos do Todo-Poderoso. O homem e a mulher são criação Sua. A dualidade deles é também desígnio Seu. O relacionamento e as funções em que um completa o outro são fundamentais a Seus propósitos. Um é incompleto sem o outro.
Reconheço que existem entre nós, muitas mulheres maravilhosas que não tiveram a oportunidade de casar-se. Mas elas, também, dão uma contribuição extraordinária. Elas servem na Igreja com fidelidade e aptidão. Elas ensinam nas organizações. Elas servem como líderes.
Testemunhei uma coisa muito interessante outro dia. As Autoridades Gerais estavam em uma reunião e a Presidência da Sociedade de Socorro estava lá conosco. Essas irmãs competentes reuniram-se conosco em nossa sala de conselho e compartilharam princípios de bem-estar e de socorro, àqueles que passam por dificuldades. Nosso valor como líderes desta Igreja não foi reduzido pelo que elas fizeram. Nossa capacidade para servir aumentou.
Existem homens que, com um espírito de arrogância, acreditam ser superiores às mulheres. Eles não parecem perceber que não existiriam se não fosse pela mãe que os trouxe ao mundo. Quando afirmam sua superioridade, eles a desvalorizam. É dito que: “O homem não pode degradar a mulher sem degradar a si próprio; ele não pode engrandecê-la sem, ao mesmo tempo, engrandecer a si próprio”. (Alexander Walker, Elbert Hubbard’s Scrap Book, 1923, p. 204)
Que grande verdade! Vemos o fruto amargo da degradação ao nosso redor. O divórcio é um de seus resultados. Esse mal corre à solta em nossa sociedade. É o resultado do desrespeito pelo cônjuge. Manifesta-se na negligência, na crítica, na violência, no abandono. Nós, na Igreja, não estamos imunes a isso.
Jesus declarou: “O que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mateus 19:6)
A palavra “homem” é usada no sentido genérico, mas o fato é que são predominantemente os homens, que motivam as circunstâncias que levam ao divórcio.
Depois de tratar de centenas de casos de divórcio por tantos anos, estou convencido de que, a aplicação de um único princípio, faria mais do que todo o resto, para resolver esse problema atroz.
Se todo marido e toda esposa fizessem, constantemente, o que fosse possível para garantir o conforto e a felicidade do companheiro ou da companheira, haveria bem poucos divórcios, se é que houvesse algum. Nunca haveria discussão. Nunca fariam acusações um contra o outro. Nunca ocorreriam acessos de cólera. Ao contrário, o amor e a consideração substituiriam a violência e a maldade.
Havia uma música popular que cantávamos há muitos anos, e dizia:
Quero ser feliz,

Mas não posso ser feliz
Até que faça você feliz também!

(Irving Caesar, “I Want to Be Happy”, 1924)

Que grande verdade!
Toda mulher é uma filha de Deus. Vocês não podem ofendê-las sem ofender a Ele. Rogo aos homens desta Igreja que busquem e nutram a divindade que existe em sua companheira. Na mesma intensidade que fizerem isso, encontrarão harmonia, paz, aprimoramento familiar e um amor crescente.
Bem fez o Presidente McKay de lembrar-nos que: “Nenhum sucesso na vida pode compensar o fracasso no lar”. (Citado em J.E. McCulloch, Home: The Savior of Civilization, 1924, p. 42; Conference Report, abril de 1935, p. 116.)
E temos também a verdade da qual o Presidente Lee nos lembrou: “O trabalho mais importante do Senhor será aquele que você realizará dentro de seu próprio lar”. (“Maintain Your Place as a Woman”, Ensign,fevereiro de 1972, p. 51.)
A cura para a maior parte dos problemas conjugais não repousa no divórcio. Repousa no arrependimento e no perdão, em demonstrações de bondade e consideração. Ela é encontrada na aplicação da Regra de Ouro.
É uma cena de grande beleza quando o rapaz e a moça se dão as mãos por sobre o altar, em convênio perante Deus de que honrarão e amarão um ao outro. Ao mesmo tempo quão desoladora é a cena quando, alguns meses ou alguns anos mais tarde, ouve-se deles críticas ofensivas, palavras vis e mordazes, vozes irritadas e acusações amargas.
Não precisa ser assim, meus queridos irmãos e irmãs. Podemos nos elevar acima dos “rudimentos fracos e pobres” de nossa vida. (Ver Gálatas 4:9.) Podemos buscar e reconhecer a natureza divina que existe dentro de nós por sermos filhos de nosso Pai Celestial. Podemos viver juntos seguindo o modelo de casamento dado por Deus, para que realizemos aquilo que somos capazes, se exercitarmos a autodisciplina e nos abstivermos de tentar corrigir nosso companheiro ou companheira.
As mulheres de nossa vida são criaturas dotadas com qualidades particulares, qualidades divinas, que fazem com que elas estendam a mão com bondade e amor para os que as cercam. Podemos incentivar essa atitude se lhes dermos oportunidade de dar vazão aos talentos e impulsos que repousam dentro delas. Na nossa velhice, minha amada companheira disse-me serenamente, certa noite: “Você sempre me deu asas para voar e eu o amo por isso”.
Conheci um homem, já falecido, que insistia em tomar todas as decisões pela esposa e pelos filhos. Não podiam comprar um par de sapatos sem ele. Não podiam ter uma aula de piano. Não podiam servir na Igreja sem sua autorização. Tempos depois testemunhei o resultado dessa atitude, e o resultado não foi nada bom.
Meu pai nunca hesitou em elogiar minha mãe. Nós, crianças, sabíamos que ele a amava pela maneira como a tratava. Ele se submetia à vontade dela. E serei sempre profundamente grato por seu exemplo. Muitos de vocês também tiveram essa bênção.
Bem, eu poderia prosseguir, mas não é necessário. Desejo apenas enfatizar a grande verdade predominante, de que somos todos filhos de Deus, filhos e filhas, irmãos e irmãs.
Será que, como pai, amo minhas filhas menos do que amo meus filhos? Não. Se for culpado por algum tipo de desequilíbrio, é a favor das minhas filhas. Digo que quando um homem fica velho, é melhor que tenha filhas perto de si. Elas são tão gentis, bondosas e atenciosas! Acho que posso dizer que meus filhos são capazes e sábios. Que minhas filhas são inteligentes e gentis. E que “o meu cálice transborda” por causa disso. (Salmos 23:5)
As mulheres são uma parte extremamente necessária do “plano de felicidade” que nosso Pai Celestial projetou para nós. Esse plano não pode funcionar sem elas.
Irmãos do sacerdócio, existe tanta infelicidade no mundo. Há tanta desgraça e sofrimento profundo e mágoa. Há lágrimas demais sendo derramadas por esposas e filhas angustiadas. Há negligência e violência e crueldade em excesso.
Deus deu-nos o sacerdócio, e esse sacerdócio não pode ser exercido “ a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido; com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo.” (D&C 121:41–42)
Quão grato sou, quão gratos devemos todos ser pelas mulheres de nossa vida. Deus as abençoe. Que Seu grande amor destile sobre elas e as coroe com brilho e excelência, com graça e fé. E que Seu Espírito destile sobre nós, homens, e nos oriente a sempre tratá-las com respeito, gratidão, dando-lhes incentivo, força, sustento e amor, que é a própria essência do evangelho de nosso Redentor e Senhor. Por isso oro humildemente, no sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.

domingo, 10 de julho de 2011

Este dia na história da Igreja SUD - 10 de julho

Emma Hale Smith
10 de julho de 1804— Nasce em Harmony, Estado da Pensilvânia, Emma Hale Smith, esposa do Profeta Joseph Smith e primeira presidente da Sociedade Feminina de Socorro de Nauvoo.


10 de julho de 1875— Falece em Clarkston, Estado de Utah, aos noventa e dois anos Martin Harris, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon, o qual é enterrado com um Livro de Mórmon na mão direita e o livro de Doutrina e Convênios na mão esquerda.


10 de julho de 1949— Organiza-se a Missão Chinesa, a qual é suspense em 1953.


10 de julho de 1966— Organiza-se a Missão da Califórnia.


10 de julho de 1977— Organiza-se a Missão Itália Catania.


10 de julho de 1993— No Havaí em Laíe, Ilha de Oahu, o Rei Taufa’ahau Tupou IV da Tonga assiste às festividades do trigésimo aniversário do Centro Cultural da Polinésia.

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