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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Senador Orrin Hatch lança o livro "Um americano, um mórmon e um cristão"

"Um americano, um mórmon e um cristão: O que eu acredito", é o novo livro do senador mórmon Orrin Hatch.

A candidatura de Mitt Romney para a presidência dos Estados Unidos da América, abriu a porta para os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de compartilhar suas crenças como nunca ocorreu antes. Aproveitando este "Momento Mórmon", o senador de Utah, Orrin Hatch, escreveu um novo livro em resposta a algumas das perguntas feitas por pessoas de outras religiões.

Hatch, um republicano, é um membro do Congresso dos Estados Unidos desde 1976 e alcançou notoriedade significativa por causa do seu serviço. Ele também é um membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e já ocupou muitas posições de liderança e serviço ao longo dos anos. Seu livro, "Um americano, um mórmon e um cristão: O que eu acredito", partilha os seus pensamentos e sentimentos sobre sua religião e os princípios básicos e as doutrinas que ela ensina.

Seguindo um padrão simples usado por muitos anos nos esforços missionários da igreja, Hatch começa convidando os leitores a pensar sobre três questões:

"De onde eu vim?"

"Por que estou aqui?"

"Para onde eu vou?"

Baseando-se no básico da doutrina Mórmon, escrituras e citações proféticas, Hatch disseca cada uma dessas questões, examinando as verdades simples da fé dos santos dos últimos dias. Cada seção é projetada para compartilhar princípios e doutrinas como são ensinadas pela Igreja SUD.

Leitores mórmons encontrarão um tratamento muito elementar, mas útil ao compartilhar idéias com aqueles que não estão familiarizados com a igreja. E aqueles que estão aprendendo mais sobre as crenças mórmons irá descobrir as verdades simples que têm direcionado os assuntos da igreja durante os últimos 183 anos.

Hatch escreveu uma cartilha, tendo como fonte de suas crenças, e as apresenta em um formato de fácil leitura. Isto seria um bom presente para aqueles que têm interesse na doutrina mórmon ou tiver dúvidas sobre o que a Igreja acredita.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um Mórmon na Casa Branca - Romney e Obama debatem liderança mundial em almoço privado


O presidente de Estados Unidos, Barack Obama, e o rival republicano nas eleições presidenciais deste ano, Mitt Romney, que é membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons), almoçaram juntos na Casa Branca nesta quinta-feira. Durante o almoço de uma hora, eles discutiram formas de manter a liderança mundial dos EUA.

O ex-governador de Massachusetts também felicitou o líder reeleito pelo "êxito de sua campanha e lhe desejou o melhor para os próximos quatro anos", informou a Casa Branca em comunicado. Ambos "se comprometeram a manter contato, particularmente, se surgirem oportunidades no futuro para trabalharem juntos em interesses compartilhados. Romney chegou à Casa Branca um minuto antes do início da reunião e entrou no local por uma porta da Asa Oeste do edifício, a fim de evitar os jornalistas.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, não quis dar mais detalhes sobre o almoço entre os antigos rivais, que foi realizado simultaneamente com sua entrevista coletiva diária. "Tenho certeza que compartilharão, ou já fizeram, suas experiências sobre a disputa presidencial", disse Carney, pressionado pelos jornalistas sobre a promessa de "transparência total" da Casa Branca. Obama está "muito interessado em algumas das ideias de Romney", insistiu Carney, embora o comunicado da Casa Branca não tenha detalhado essas ideias.

Durante a disputa presidencial, Romney destacou a bem-sucedida carreira empresarial e afirmou que isso lhe permitiria dar um melhor rumo para recuperação econômica no país. Obama ganhou um segundo mandato graças ao amplo apoio de uma coalizão de eleitores afro-americanos, latinos, mulheres e jovens.

O cardápio do almoço incluiu peru com molho de pimenta e salada de frango grelhado", diz o comunicado do governo americano. As informações são da Dow Jones.

Invasão
O Serviço Secreto dos EUA informou que deteve um homem não identificado que tentou bloquear a chegada de Romney à Casa Branca. 

"O indivíduo abordou o veículo (de Romney) enquanto entrava no complexo. O indivíduo se mostrou combativo com agentes uniformizados do Serviço Secreto", disse Brian Leary, porta-voz do serviço secreto. "O homem foi detido por agredir um oficial da polícia e por acesso ilegal", acrescentou. Leary se negou a divulgar mais detalhes sobre o detido, sua idade, raça ou estado mental.

Fonte: http://www.sltrib.com/sltrib/world/55371852-68/romney-obama-meeting-president.html.csp
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6342731-EI8141,00-Obama+e+Romney+debatem+lideranca+mundial+em+almoco+privado.html
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,obama-e-romney-discutem-politica-externa-durante-almoco,967043,0.htm
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2012-11-29/obama-recebe-romney-na-casa-branca-para-almoco-privado.html
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2012/11/29/interna_mundo,336603/mitt-romney-almoca-com-o-presidente-barack-obama-na-casa-branca.shtml

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

17 Políticos Mórmons Servirão no Congresso dos EUA - 7 Senadores e 10 na Casa dos Representantes

O mórmon (santo dos últimos dias) Mitt Romney pode ter perdido sua candidatura para a Casa Branca, mas outros membros de A Igreja de Santos dos Últimos Dias irão ocupar importantes cargos políticos no próximo ano no Congresso Estadunidense. 

O Congresso dos Estados Unidos é o Poder Legislativo do governo federal dos Estados Unidos. É bicameral, sendo que é composta da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e do Senado.

"É muito bom ter esse tipo de irmandade, de saber que existe esse tipo de comunalidade com valores", disse quinta-feira Matt Salmon quando voltou para Washington, onde ele atuou anteriormente como um congressista. "É muito reconfortante saber que quando você está longe de sua casa, como nós, você pode sempre recorrer a um colega para sentar e conversar com ele ou pedir-lhe uma bênção do sacerdócio."

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias comporão mais de 3 por cento do Congresso em janeiro de 2013, quase o dobro da proporção dos membros da Igreja nos EUA, que é de 1,7 por cento da população nacional.

Veja a seguir, uma lista de 17 mórmons que irão servir no Congresso dos EUA no próximo ano.
Senadores:
  1. Senador Orrin Hatch - Republicano de Utah
  2. Senador Harry Reid - Democrata de Nevada
  3. Senador Mike Crapo - Republicano de Idaho
  4. Senador Tom Udall - Democrata do Novo México
  5. Senador Mike Lee - Republicano de Utah
  6. Senador Dean Heller - Republicano de Nevada
  7. Senador Jeff Flake - Republicano do Arizona
Representantes (Deputados):
  1. Deputado Wally Herger - Republicano da Califórnia
  2. Deputado Howard P. “Buck” McKeon - Republicano da Califórnia
  3. Deputado Michael Simpson - Republicano de Idaho
  4. Deputado Jim Matheson - Democrata de Utah
  5. Deputado Rob Bishop - Republicano de Utah
  6. Deputado Jason Chaffetz - Republicano de Utah
  7. Deputado Raúl Labrador - Republicano de Idaho
  8. Deputado Chris Stewart - Republicano de Utah
  9. Deputado Matt Salmon - Republicano do Arizona
  10. Deputado Eni Faleomavaega - Democrata da Samoa Americana
Lembramos que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra politicamente e não apóia candidatos ou partidos políticos, entretanto seus membros são diversos politicamente e incentivados a contribuir na sociedade. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Momento Mórmon - Google diz que o interesse nos mórmons é maior do que nunca

Citando dados de pesquisa do Google on-line, EUA News&World Report relatou que "o interesse na fé mórmon (A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dais) de Mitt Romney é maior agora do que nunca antes." 

A equipe de Elizabeth Flock, diz que as buscas relacionadas com a religião do candidato presidencial republicano teve "fluxo e refluxo" durante toda campanha presidencial, e a busca o termo" Romney Mórmon" teve um aumento extraordinário nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro.

"Esse aumento veio de carona com uma polêmica edição da revista BusinessWeek Bloomberg sobre o mormonismo, e, em como os mórmons proeminentes, inclusive Romney, tem dado abertura sobre sua fé", escreveu Flock. O aumento foi significativo algumas semanas antes e algumas semanas depois da Convenção Nacional Republicana, quando Romney abriu o jogo sobre sua religião à Revista Parade e permitiu que um repórter o acompanhasse à igreja."

Curiosamente, se você digitar no Google "Mitt Romney Mórmon" ou até mesmo "Mitt Romney", você vai ver um anúncio do Google com links para uma página chamada "mórmons e Política", que direciona para um site oficial da Igreja SUD. O site proclama que "os mórmons são politicamente diversos" e indica que "enquanto a Igreja é politicamente neutra, os Mórmons são encorajados a participar no processo político em que vivem."

A escritora Emily Schultheis diz que o anúncio é "um sinal de que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias vê uma oportunidade para educar os eleitores que estão à procura de Romney sobre a igreja. E explicar que a própria igreja não se alinha com um partido ou candidato."

Certamente as pesquisas aumentaram até a finalização das eleições na última terça-feira. E terão a tendência de diminuírem devido o fim de um dos fatores cruciais que alavancaram o famoso "Momento mórmon".
Todos os dias eram publicados inúmeros artigos sobre Mitt Romney e a Igreja, além de outros artigos somente sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devido o momento mórmon gerado pela candidatura de Mitt Romney, o espetáculo da Broadway "The Book of Mormon" e as campanhas publicitárias da Igreja em Nova York e outras cidades. Outros mórmons proeminentes também tiveram destaque no "momento", como Brandon Flowers, David Neeleman, David Archuleta, Jon Huntsman entre outros, durante este período o que alavancou ainda mais a curiosidade das pessoas sobre a Igreja no Google. 

O interesse na Igreja SUD foi tão grande que até mesmo o partido democrata, do Presidente Barack Obama, iniciou uma campanha "Mórmons por Obama", realizando uma reunião durante a Convenção Democrata, organizada pelo mórmon senador Harry Reid, que demonstrava também o apoio de santos dos últimos dias à campanha de Obama. Fato curioso foi que até mesmo o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, falou que já havia recebido as palestras dos missionários mórmons e que admirava a Igreja. 

O próprio Obama, em entrevista à revista Time, ao elogiar Mitt Romney falou sobre a Igreja: "Ele me parece alguém que é muito disciplinado", disse Obama. "E eu acho que isso é uma qualidade que obviamente contribuiu para o seu sucesso. Acho que ele leva muito a sério a sua fé. E como alguém que leva a sério a fé cristã, eu aprecio sua verdadeira atividade na Igreja e não apenas estar somente falando em uma conversa quando se trata de sua participação."

Vejam como foi o interesse sobre o termo "mórmon" no Google:

Agora vejam o termo "Romney Mormon":

Como a pesquisa abrange o mundo todo, veja agora a palavra "mormonismo" que aferirá sua procura nos países de lingua portuguesa e espanhola:


Fazendo uma previsão automática do Google sobre as buscas ao termo "mormon"o sistema prevê que a procura cairá naturalmente. 

E o "Momento Mórmon" continuará ou não?


A algum tempo atrás, em seu Blog no Washington Post "On Faith", Michael R. Otterson, diretor do Departamento de Assuntos Públicos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sugere que o termo "Momento Mormon", criado pelos jornalistas norte-americanos, é um clichê em necessidade de revisão.

Vários eventos durante a década passada (por exemplo, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2002 e as primárias presidenciais americanas de 2007-08) foram apelidadas de "Momento Mórmon." O significado literal de "momento", no entanto, é um período indeterminado, mas muito curto. Este é um problema, diz Otterson, porque a Igreja tem uma história longa e comovente nos Estados Unidos. Tal denominação superficial perde a amplitude e a profundidade da vida Mórmon para todos os dias santos dos últimos dias em todo o mundo. Otterson disse:
Tratar este crescente interesse na fé mórmon como um modismo passageiro tende a encaixar o assunto em um período de tempo limitado e convidar definições simplistas e conclusões questionáveis.Em sua corrida para tornar o julgamento em tal contexto, os jornalistas políticos sobre talk shows de TV gerar discussões superficiais sobre o que é eo que não é relevante a respeito da fé de um candidato mórmon.

http://www.deseretnews.com/article/865562138/Google-says-interest-in-Mitt-Romneys-Mormonism-is-higher-than-ever.html

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos parabenizam o Presidente por sua vitória na eleição dos EUA

Foto meramente ilustrativa (Encontro de Obama
com Pres. Monson em 2009
SALT LAKE CITY — A Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias emitiram o seguinte comunicado nesta terça-feira:

Parabenizamos o Presidente Obama por ganhar um segundo mandato como Presidente dos Estados Unidos.

Depois de uma longa campanha, este é um momento para os americanos se unirem. É uma longa tradição entre Santos dos Últimos Dias orar por nossos líderes nacionais em nossas orações pessoais e em nossas congregações. Convidamos os americanos em todos os lugares, independentemente da sua filiação política, a orar pelo Presidente, sua administração e pelo novo Congresso, para conduzirem-nos em momentos difíceis e turbulentos. Que os nossos líderes nacionais reflitam o melhor em sabedoria e julgamento, na medida que cumpram com a grande confiança que lhes foi conferida pelo povo americano.

Também elogiamos o governador Romney por se engajar no mais alto nível do nosso processo democrático que, por sua natureza, exige muito dos que se oferecem para o serviço público. Desejamos a ele e sua família todo o sucesso nos seus empreendimentos futuros.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Neutralidade Política - Romney é fiel À Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas deixa a religião de fora da campanha

CARLA RUAS (Portal Terra)
Direto de Provo (Utah)
Romney tem feito um grande esforço para não falar sobre sua crença mórmon (Ele é membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), apesar de ser um membro ativo e ter liderado uma congregação em Boston. Mas ao mesmo tempo, ele se apresenta como um candidato presidencial que tem fé religiosa. O objetivo é atrair o apoio de integrantes de outras religiões que compartilham suas posições sociais conservadoras.

O professor de Política Americana Kelly D. Patterson diz que Mitt Romney tem reforçado a fé de forma mais ampla, porque precisa conquistar votos além da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para se eleger. "Não faz sentido ele enfatizar a sua particularidade diante dos eleitores, ele tem que apontar o que eles têm em comum", afirma. Patterson reflete sobre o assunto de seu escritório na BYU, universidade mórmon em Provo da qual Mitt Romney foi aluno.

A estratégia do republicano tem dado certo. Ele tem angariado o apoio da maior parte dos evangélicos brancos. De acordo com levantamento do Centro de Pesquisa Pew realizado de 4 a 7 de outubro, Mitt Romney tem 73% destas intenções de votos, contra 21% para o presidente Barack Obama. Os evangélicos são atraídos pelas suas posições sociais conservadoras, como as contrárias ao aborto e casamento entre homossexuais.

O presidente Barack Obama, por outro lado, frequenta a Igreja Unida de Cristo, religião de denominação protestante que se orgulha de ser inclusiva das minorias raciais, gays e lésbicas. A igreja, que se descreve como muito plural e diversa, foi a primeira denominação protestante a ter um pastor gay, o reverendo William R. Johnson, em 1972. E desde 2005 apoia abertamente casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Mas seja qual for a religião, ter fé é fundamental para se eleger nos Estados Unidos, país que dificilmente terá um presidente ateu. O motivo é que a religião é muito importante entre os americanos, fato que Patterson testemunha diariamente em Utah, região historicamente mórmon e republicana. "Muitos indivíduos acreditam em Deus e vão à igreja regularmente. Por isso, se identificam com candidatos que têm uma fé", afirma.

Entre os exemplos da influência da religião na política, está o discurso anual do presidente para o Congresso chamado "Estado da União". Ao final da fala, já é tradicional que o presidente diga "Que Deus abençoe os Estados Unidos da América". Além disso, todos os ex-presidentes americanos tinham uma religião, como Bill Clinton, que era evangélico.

Mas claro que Romney conta, primeiramente, com o apoio da comunidade mórmon espalhada pelos Estados Unidos. Eles votam no republicano porque têm a mesma crença e tiveram mesmo tipo de experiências de vida. Mas Patterson garante que a religião é apenas parcialmente responsável por suas políticas. "O fato de que cresceu numa família mórmon moldou parte dos seus valores, mas também tem outros fatores, como sua história, raça, gênero e filiação partidária". Lembrando que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra politicamente e não apóia candidatos ou partidos políticos. 

Votação em Provo tem diminuído

Apesar de a maioria dos moradores de Provo, em Utah, serem mórmons e republicanos, a tendência é que poucos votem nas eleições presidenciais. O motivo é o sistema de colégio eleitoral, que certamente contará o Estado como republicano, por causa do histórico de votos. E já que o voto é facultativo, não faz muito sentido votar nas eleições.

Para Patterson, esse é o lado ruim de morar num Estado tão republicano. "Aqui, os candidatos nunca aparecem, nós recebemos poucos anúncios na TV e o pessoal fica pouco engajado". A falta de competição política fez com que a região, que estava entre as cinco que mais votavam nos Estados Unidos, caísse para as cinco que menos votam.

Folha de S.Paulo - Republicano quer ser primeiro presidente mórmon dos EUA

O republicano Mitt Romney, que foi um astuto empresário e competente governador, tenta, nesta terça-feira, tornar-se o primeiro presidente mórmon dos Estados Unidos.

Milionário, Romney tem 65 anos, e é pai de cinco filhos e avô de 18 netos. Ele acumula êxitos profissionais: é pós-graduado em Harvard, consultor inteligente, chefe admirado, salvador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake em 2002, governador republicano no Estado democrata de Massachusetts entre 2003 e 2007. Porém, no campo político, sobram derrotas: em 1994 foi derrotado na disputa por um assento no Senado e, em 2008, abandonou a corrida pela Casa Branca nas primárias.

Desde a campanha para as eleições de 2008, o ex-governador não deixou de ser o "candidato Romney", e uma derrota nestas eleições provavelmente marcará o fim de sua carreira política. Nem mesmo os milhões de dólares gastos em propaganda não conseguiram mudar a imagem de Romney de pessoa reservada nem explicar suas mudanças ideológicas.

Quem é o "verdadeiro" Romney? Um moderado que favorece o direito ao aborto ou um extremista de direita que defende cortes orçamentários draconianos?

Nascido em 1947 em Detroit, capital da indústria automotiva do Estado de Michigan, Willard Mitt Romney teve o primeiro contato com a política aos 15 anos, quando acompanhou seu pai George na campanha que o levou a ser governador. Em 1968, testemunhou a derrota do pai para Richard Nixon nas primárias do partido.

Conheceu Ann Davies em 1965, aos 15 anos. Em 1969, eles se casaram depois do retorno de Romney de uma temporada de dois anos e meio em Le Havre, Bordeaux e Paris. Durante a estadia na França, Romney trabalhou para converter adeptos À Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Foi na França também que ele quase morreu em um acidente de carro.

Casado com Ann, ele foi viver perto de Boston, em Massachusetts, onde foi aceito na melhor universidade do país, Harvard, e obteve dois diplomas em 1975: um em direito e outro em administração.

CARREIRA

Começou a trabalhar na Bain & Company em 1977, onde causou tão boa impressão que, em 1984, ficou responsável por uma nova sociedade: a Bain Capital.

Romney dirigiu o fundo de investimentos por 15 anos, acumulando fortuna e reputação até tornar a empresa em uma das mais prestigiadas dos EUA, deixando-a em 1999 para assumir o cargo de presidente do Comitê Olímpico americano e salvar as finanças dos Jogos de Salt Lake City.

Enquanto governador de Massachusetts, Romney ganhou fama de pragmático moderado, da qual se distancia na campanha à Casa Branca. Familiares e amigos se mobilizam para expôr o "verdadeiro" Mitt: brincalhão, atento e íntegro. Seus atos eleitorais são abertos com vídeos da família, às vezes com Romney e Ann se lembrando de anedotas, até com lagrimas nos olhos.

Essa generosidade não é falsa, segundo biografia de Scott Helman e Michael Kranish, "O verdadeiro Romney" (The Real Romney, no título original). De 1986 a 1994, ele dirigiu uma estaca d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Boston, uma função administrativa e religiosa que o permitiu ajudar os membros de sua congregação. Romney foi protagonista de muitos atos altruístas, como financiar os estudos dos filhos de uma família necessitada e até acompanhar num hospital um jovem condenado pela leucemia.

Top 10 Mórmons mais famosos de Hollywood e Mitt Romney

Hollywood não é conhecida por ser um lugar religioso, nessa lista vamos ver quem são as personalidades que são ou que já foram membros d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e também Mitt Romney, que foi o motor propulsor do momento mórmon nos EUA. 

1-Mitt Romney

Em 1966, o governador de Massachusetts serviu a 30 meses de missão mórmon em toda a França, onde ele se tornou presidente em exercício da missão francesa, supervisionando 175 membros.

Romney em seguida, se formou na faculdade privada da Igreja Mórmon, Brigham Young University, em 1971. “Acredito na minha fé mórmon e me esforço para viver por ela“, disse Romney em um discurso de 2007, segundo a CNN.

“Minha fé é a fé de meus pais. Vou ser verdade para eles e para minhas crenças. Alguns acreditam que tal confissão da minha fé vai afundar minha candidatura. Se eles estão certos, que assim seja.” Infelizmente, uma pesquisa Pew Research Center revelou que sua fé mórmon impactou negativamente a tentativa presidencial de Romney presidencial em 2008. Com Romney jogando seu chapéu na corrida presidencial de 2012, não há como dizer ainda se a América se aqueceu para o mormonismo.

2-Ryan Gosling

Ryan Gosling, foi criado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Gosling cresceu em Cornwall, Ontário. 

Gosling teve que ser removido do ensino fundamental e educação escolar em casa, porque ele era constantemente assediado por seus colegas por causa de bullying.

De sua fé, Gosling disse Beliefnet, “Eu cresci Mórmon. Eu não era mórmon, meus pais eram. Minha mãe foi muito legal. 

Ele disse: "há coisas boas sobre ir à igreja. Ser Mórmon me ajudou a ser socializado bem cedo. Você tem que orar em público, apertava um monte de mãos, falar em público, cantar em coisas da igreja, assim. Isso definitivamente ficou comigo."


3-Katherine Heigl

Depois que seu irmão mais velho, Jason morreu em um acidente de carro enquanto para almoçar com alguns de seus amigos da escola, a tragédia encorajou os pais Heigl para converter à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Heigl tinha 7 anos quando ela perdeu o irmão. “Eu dou a igreja um crédito inacreditável por deixar meus juntos, e eu dou a Igreja Mórmon um monte de crédito para ajudá-los a fazer isso”, disse Heigl a Vanity Fair. Ela casou com o cantor Josh Kelley em 23 de dezembro de 2007. De sua decisão de não viver com Kelley antes de se casar, Heigl disse Vanity Fair “, eu não quero viver junto antes do casamento. Eu ainda tenho algo suficiente, mórmon em mim, não muito, mas o suficiente, que eu queria manter isso um pouco sagrado “.

4-Amy Adams
Adams foi criada mórmon, mas sua família deixou a igreja depois do divórcio de seus pais, quando ela tinha 12 anos. “Eu não posso falar por todos, mas eu sei que incutiu em mim um sistema de valores que ainda são válidas“. Em entrevista à Parade em 2009, quando perguntaram se ela ainda se mantém fiel à fé mórmon, Adams disse: “Bem, eu certamente mantenho um sentido definido de certo e errado.“

5-Paul Walker

O nativo da Califórnia do Sul foi realmente criado como um membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Enquanto sua família continuou a aderir à fé mórmon, o astro de ação de 37 anos de idade, deixou de seguir orientações rigorosas da religião (não beber, não sexo antes do casamento) há muitos anos. “Mas eu ainda me considero responsável", disse Walker ao EUA Today. “Eu poderia estar dormindo com uma menina de 18 anos de idade diferente a cada dia."

6-Stephenie Meyer


Sua série de romance de vampiros de romances, Crepúsculo, já vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo, e foi adaptado em uma franquia de filmes de bilhões de dólares. Mas Stephenie Meyer, a autora dos livros de Crepúsculo, ainda é uma mórmon muito fiel. “Inconscientemente, eu coloquei um monte de minhas crenças na história“, Meyer disse a um site Mórmon.

7-Aaron Eckhart

Se formou numa universidade mórmom e serviu uma missão de dois anos na França(como Romney) e na Suíça, mas isso foi antes de seu primeiro papel de destaque na comédia de humor negro de LaBute. Em entrevista à Entertainment Weekly, disse, “Eu certamente não sou um diácono, eu não sou um sacerdote. Tenho certeza que as pessoas pensam que eu sou um mórmon, mas eu não sei se eu sou um mórmon mais, sabe? Para ser honesto, ser perfeitamente claro, eu seria um hipócrita se eu dissesse que eu sou, só porque eu não tenho vivido esse estilo de vida por muitos anos.”

8-Jon Heder


O ator famoso por seu papel em Napoleon Dinamite é mórmon praticante e fez uma missão no Japão, por isso sabe falar japonês.

9-Brandon Flowers


O vocalista e co-fundador da banda de rock The Killers, é um membro fiel d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ele cresceu em Utah e Nevada.

10-Ricky Schroeder


É conhecido por seu papel no emocionante filme O campeão de 1979. É devoto e atuou durante anos no seriado Nova Iorque contra o crime. É republicano. É engajado em programas de combate a pedofilia.

domingo, 4 de novembro de 2012

UOL - Americanos mórmons em missão no Brasil mandam seus votos pelo correio

UOL Notícias pública reportagem sobre os missionários mórmons dos EUA no Brasil que votarão nos eleições Americanas, além de falar também um pouco sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Mesmo o voto não sendo obrigatório para os norte-americanos, missionários mórmons que estão no Brasil buscaram as formas de fazer valer seu direito e já enviaram seus votos para a eleição presidencial do dia 6 de novembro. Com as pesquisas apontando uma incógnita no resultado do pleito --os índices mostram 1 ponto percentual de diferença entre o republicano Mitt Romney e o democrata Barack Obama--, a vitória deve sair por uma diferença mínima.

"Cerca de 70 dos meus 180 missionários são de lá, e boa parcela deles me procurou para pedir informações sobre como votar", disse o brasileiro Marcus Martins, líder de uma das 27 missões da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que hoje atuam no país.

Todos os 44 presidentes americanos são cristãos, sendo a maioria protestante; se Romney for eleito, ele será o primeiro presidente mórmon da história dos Estados Unidos.

Segundo Martins, quatro dessas missões mórmons estão na Grande São Paulo e a dele abrange as zonas norte e oeste da capital paulista, assim como alguns municípios como Itu, Indaiatuba, Alphaville e Jandira. "As famílias dos missionários mantêm os filhos informados sobre as eleições e alguns deles já votaram. Quem está fora do país pode imprimir a cédula pela internet e enviar o voto pelo correio, mas o sistema muda de um Estado para o outro, pois cada um tem uma legislação e prazos", explicou.

De acordo com Nei Garcia, diretor de assuntos públicos da igreja, hoje há aproximadamente 4.800 missionários no Brasil, sendo que de 35 a 40% deles são americanos. O país também abriga 1.200 capelas e o segundo maior centro de treinamento de missionários mórmons do mundo, que fica na Casa Verde, zona norte de São Paulo --o maior fica em Utah, onde também fica a sede da igreja.


Direito de reclamar

A americana Rachel Connell, 23, da equipe de Martins, está no Brasil há nove meses e já enviou seu voto. "Na região onde eu moro não tem a opção de imprimir o voto pela internet, então minha mãe me mandou uma carta com a cédula, que eu devolvi pelo correio, direto para o governo, com meu voto", contou a jovem, que é estudante e vive em Washington.

Para Rachel, a maioria dos jovens nos Estados Unidos não vota porque, além de não ser obrigatório, pensam que um voto a mais não faz diferença. "Eu acho importante votar, senão você não tem direito de reclamar do governo, que decide tudo para sua vida, desde saúde até economia. Se quer alguma mudança e quer que o país melhore, é importante estar envolvido e contribuindo para as coisas em que acredita", disse a jovem, que contou ter votado em Romney.

A religião nas eleições

A religião é um ponto em que os candidatos à Casa Branca divergem e também costuma pautar o voto dos eleitores. Muitos católicos afirmam que só podem votar em Romney, que é mórmon, por causa da questão do aborto. O republicano é contra, enquanto Obama mostra-se a favor.

Os partidos também enxergam a população como grupos menores, e baseiam-se também na religião. Obama se direciona às mulheres, universitários, latinos e judeus. Romney, por sua vez, foca em cristãos evangélicos. A ideia de ambos é vencer o desafio de estimular esses grupos a saírem para votar.

Os judeus, que representam 2% dos americanos, são cidadãos politicamente ativos, votam regularmente e predominam nos Estados indecisos: portanto, podem decidir as eleições. Hoje há cerca de 148 mil judeus em Ohio, 295 mil na Pensilvânia e mais de 500 mil na Flórida, Estados considerados importantes para o resultado da eleição.

Romney tenta mobilizar os últimos indecisos e os milhões de cristãos fundamentalistas que não pretendiam votar nele por causa de sua fé mórmon, pois os mórmons não acreditam que a Bíblia seja a única fonte de verdade eterna.

*A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra politicamente e não apóia candidatos ou partidos políticos. 

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/11/04/americanos-mormons-em-missao-no-brasil-mandam-seus-votos-pelo-correio.htm

sábado, 3 de novembro de 2012

Conheça os Mórmons - Ann Romney, Esposa de Mitt Romney, Candidato à Presidência dos EUA

À primeira vista, Ann Romney, 63 anos, parece uma típica dona de casa americana, daquelas que abdicam da própria vida para se dedicar integralmente ao marido e aos filhos. De família rica, ela nunca trabalhou. Converteu-se à religião do marido, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e atuou como voluntária em entidades de apoio a crianças especiais e pacientes com câncer. Mas se engana quem, diante de tal relato, presume que Ann teve uma vida fácil e sem preocupações. Sua trajetória, não raro, leva os interlocutores às lágrimas: mãe de cinco filhos, ela enfrentou um périplo pela sobrevivência nas últimas décadas.

Casada há 43 anos com o ex-governador de Massachusetts e candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, Ann superou duas doenças graves, que quase a levaram à morte. Esse histórico de luta pela vida e de parceria com o marido fez com que ela conquistasse a simpatia dos americanos e ganhasse cada vez mais espaço na campanha de Mitt. Os estrategistas republicanos exploraram a história de Ann para reduzir a rejeição do candidato entre o eleitorado feminino.

Ann Romney nasceu em 1949, na cidade de Bloomfield Hills, em Michigan, no centro-oeste americano. Seu pai era um homem de negócios com influência política na região. Aos 15 anos, ela começou namorar o filho do então governador do estado, George Romney, três anos mais velho. Eles se conheceram no colégio, quando Mitt era escoteiro. Ele viu a futura mulher pela primeira vez quando ela andava a cavalo — até hoje uma das grandes paixões de Ann. Logo que completou 18 anos, ela decidiu se converter à religião mórmon, do então namorado. Passou a frequentar A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas o jovem casal teve que esperar quase dois anos para ficar junto, tempo que Mitt passou como missionário religioso na França. Como nos filmes americanos, ele pediu Ann em casamento durante um baile de formatura. Casaram-se em 1969. Mitt tinha 22 anos, e ela, 19.
Ann Romney estudou na Universidade Brigham Young, no estado de Utah, e em 1976 se formou em língua francesa. Mas nunca trabalhou. Um ano depois do casamento, o primeiro filho dos Romney, Taggart, nasceu, o que atrasou a conclusão da graduação de Ann. No discurso que fez na convenção republicana, ela relembrou o passado e contou detalhes da história com Mitt. "Passaram-se 47 anos desde que aquele jovem alto e encantador me levou para casa após nosso primeiro baile. Desde então, nem todos os dias foram fáceis. Mas ele ainda me faz rir e nunca tive um só motivo para duvidar de que eu sou a mulher mais sortuda do mundo", afirmou Ann, sob as fortes palmas republicanas.

Disciplina

O casal tem cinco filhos — todos homens — e a mulher do candidato republicano se dedicou a cuidar dos garotos, que lhe deram ao todo 18 netos. A disciplina na casa dos Romney era espartana. Diariamente, às 6h, Ann estudava as escrituras mórmons com os filhos e outras crianças da vizinhança. Às 17h30, os meninos sentavam-se à mesa para jantar, pouco antes de Mitt chegar do trabalho. Nessa época, a família morava em Belmont, Massachusetts, próximo a Boston, e o futuro governador do estado trabalhava na empresa Bain Capital, umdos maiores fundos dos Estados Unidos, que ele ajudou a fundar. Em 1994, Romney começou a vida política no Partido Republicano, que ele representa até hoje.

Em 1998, a rotina tranquila do casal sofreu um duro golpe. Pouco antes do Dia de Ação de Graças, um feriado de grande simbolismo para os americanos, ela recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla, doença que atinge quase sempre pessoas jovens, na faixa dos 30 anos. À época, Ann já tinha 49. Nos períodos mais difíceis, Mitt teve que se afastar temporariamente da Bain Capital para cuidar da mulher. Aliando métodos tradicionais de tratamento com práticas como acupuntura, ela conseguiu controlar a esclerose e mantê-la em remissão. Em entrevista à rede de televisão americana CNN este ano, Ann relembrou as angústias do diagnóstico. "Eu me perguntava se seria progressivo, se eu ficaria numa cadeira de roda. Esses questionamentos me perturbavam", comentou Ann, que sofreu também de depressão. Antes de Mitt decidir se candidatar, a família levou em conta a doença de Ann e consultou médicos, para discutir possíveis impactos na saúde da matriarca dos Romney. Receberam sinal verde.

Quando se recuperou, Ann, que já era adepta do trabalho voluntário, dedicou-se com ainda mais afinco a entidades de defesa dos direitos de pessoas com esclerose múltipla. A família Romney doou grandes quantias para pesquisas nessa área e até hoje o casal colabora financeiramente para dar melhores condições de vida para portadores da doença — que não tem cura, mas pode ser controlada.

Em 2002, Romney foi eleito governador de Massachussets e, três anos depois, Ann passou a comandar um escritório destinado a angariar verbas federais para grupos religiosos. Como primeira-dama do estado, ela também se dedicou a um programa de prevenção da gravidez de adolescentes. Seis anos depois, veio um novo golpe: Ann Romney descobriu um câncer no seio. Mas enfrentou sessões de radioterapia e conseguiu se livrar do tumor. Nessa época, além de trabalhar voluntariamente na Sociedade de Esclerose Múltipla, passou a frequentar também um hospital de Massachusetts especializado no tratamento de câncer e atuou com a Cruz Vermelha.

Diante de sua história de vida, nem mesmo integrantes de movimentos feministas ousam criticar o fato de Ann Romney jamais ter trabalhado. Especialmente depois da polêmica gerada por um comentário da estrategista Hillary Rosen, uma das conselheiras do Comitê Nacional dos Democratas. Em tom bastante crítico, ela disse em entrevista que Ann Romney não tinha o direito de opinar a respeito da crise econômica americana por ser casada com um homem rico e "nunca ter trabalhado um único dia na vida".

O tiro saiu pela culatra: como nos Estados Unidos é muito caro contratar babá ou deixar crianças em creche, muitas mulheres precisam abrir mão da vida profissional para cuidar dos filhos. A opinião pública ficou, portanto, ao lado de Ann. Os democratas correram para desautorizar Hillary Rosen e Barack Obama também criticou a correligionária por seus comentários. Ann aproveitou para lucrar com o episódio e deu uma resposta curta, mas incisiva e cheia de razão. Em sua conta no Twitter, ela disparou: "Eu fiz uma escolha de estar em casa e criar cinco filhos. Acreditem, foi um trabalho duro". Os comentários da estrategista democrata repercutiram mal especialmente por conta das doenças que Ann enfrentou nas últimas décadas. Até mesmo Michelle Obama, mulher de Barack, defendeu a esposa do rival. "Toda mãe trabalha duro e toda mulher merece ser respeitada", disse Michelle Obama, também no Twitter, rejeitando a postura de Rosen. A democrata teve que aparecer na tevê para se retratar.

QUEM É
Nome: Ann Lois Romney
Idade: 63 anos
Local de nascimento: Bloomfield Hills, em Michigan
Profissão: dona de casa
Formação: graduada em língua francesa pela Universidade Brigham Young
Tempo de casamento: 43 anos
Filhos: cinco filhos homens e 18 netos

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Portal Terra - Mitt Romney colocou os mórmons na vitrine nos EUA

A Jornalista Carla Ruas do portal de notícias Terra faz reportagem sobre como A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) tem estado em evidência com a candidatura de Mitt Romney
Para Word, a curiosidade é bem-vinda, já que assim pode desmentir alguns dos mitos que existem sobre a religião - Foto: Carla Ruas/Especial para Terra
CARLA RUAS
Direto de Idaho Falls

Desde que o presidente Mitt Romney se tornou o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, a sua religião, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, virou obsessão nacional. Tem sido tema de programas de televisão, reportagens em jornais e fóruns na internet. E o motivo é que até então se sabia muito pouco sobre os mórmons, que compõem uma comunidade discreta.

A exposição levou a um aumento no movimento do centro de visitantes do templo em Idaho Falls. [o Centro de Visitantes] É o único lugar que turistas podem entrar, e perguntar, por exemplo, se é verdade que a religião mórmon proíbe álcool, chá e café. "É verdade, sim. Foi uma das revelações do profeta Joseph Smith", responde o bem-humorado missionário Elder Gordon Word, 74 anos, guia do centro.

Para Word, a curiosidade é bem-vinda, já que assim pode desmentir alguns dos mitos que existem sobre a religião. Um deles é que o grupo faz questão de se isolar do resto da comunidade. "Na verdade nós temos um estilo de vida diferente de muitas pessoas, mas isso não significa que não podemos ter amigos fora da comunidade", garante. Até porque, segundo ele, um dos princípios da religião é fazer parte integral da sociedade.

Os turistas - que vêm de toda parte dos Estados Unidos - geralmente também querem entrar no templo, que pode ser visto de dentro do centro através de uma janela que ocupa toda a parede. Mas apenas os mórmons são permitidos dentro dos templos. E nem eles podem entrar nos templos antes de passarem por uma entrevista com o bispo local. (Para saber mais sobre os Templo ou Capelas da Igreja clique aqui) Os templos são um lugar para cerimônias especiais. As capelas são para os cultos e reuniões, explica. (Todos são convidados a participar das reuniões da Igreja nas capelas.)

Já são mais de 150 templos pelo mundo e todos têm uma estrutura grandiosa semelhante, geralmente construída em locais paradisíacos, como diante das montanhas do Estado Utah, ou na beira do rio Amazonas em Manaus. Aqui, em Idaho Falls, o templo foi inaugurado em 1945 num lugar privilegiado: na beira do rio Snake, onde seu reflexo se mistura com o pôr do sol do fim da tarde.

O principal templo da igreja foi construído no Estado vizinho de Utah, na capital Salt Lake City, onde fiéis resolveram se estabelecer em 1846, após serem perseguidos no leste dos Estados Unidos. Os colonizadores fizeram parte importante da colonização do velho oeste - área desértica hoje conhecida como corredor mórmon. "A igreja acabou se espalhando, mas até hoje a região tem a maior concentração de mórmons no país", afirma.

A tradição do pioneirismo resultou nas missões que jovens mórmons fazem até hoje em países estrangeiros. Com apenas 19 anos eles saem para trabalhar numa igreja em outro país durante dois ou três anos. Word foi para a Dinamarca e o próprio candidato Mitt Romney foi para a França. Mas hoje Word se considera um missionário "em casa", onde participa de uma missão constante de desmistificar a sua religião.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

The Guardian entrevista Brandon Flowers: "O mundo é contra os homens cristãos"

Vocalista do The Killers fala sobre os males do café, seu encontro com Mitt Romney, sobre Coca-cola e sobre seu debate com o ateu Richard Dawkins numa TV européia

Leia aqui trechos da entrevista do cantor Brandon Flowers, membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons):

The Guardian: Olá, Brandon. O que você tomou no café da manhã de hoje?

Brandon Flowers: Eu como a mesma coisa todos os dias. Acho confortável. Como uma banana, mas nunca consigo comer inteira. Bebo alguns Actimels. E algum tipo de cereal com leite de amêndoas. Depois tomo uma Coca-cola.

The Guardian: Eu li que tem um debate entre os Mormons sobre se é permitido ou não beber Coca.

Brandon Flowers: Sim. Não tem nenhuma doutrina sobre não beber coca-cola. Café é meio mal olhado. É a cafeína. Acho que as pessoas dependem de café. E isso não pode ser necessariamente uma coisa boa.

The Guardian: Você tem 18 sobrinhos e sobrinhas. Consegue dizer o nome de todos? (1)

Brandon Flowers: Sim. Acho que posso dizer todos os segundos nomes também.

The Guardian: O novo disco do The Killers foi nomeado em homenagem ao slogan do estado de Nevada. Você conhece o peixe do estado?

Brandon Flowers: É algum tipo de truta?

The Guardian: A truta Lahontan, para ser exato.

Brandon Flowers: Oh, eu sabia disso. Nosso animal é a ovelha de chifres. Nosso pássaro é o Bluebird.

The Guardian: Você conhece Nevada.

Brandon Flowers: Tenho orgulho dela. São minhas raízes. Louro é nossa planta. A bristlecone pine é nossa árvore.

The Guardian: E o The Killers tocou a música do estado...

Brandon Flowers: Sim, Home Means Nevada. Costumava cantar na escola. É provavelmente minha primeira lembrança de música.

The Guardian: Você já gravou?

Brandon Flowers: Não de verdade. Harry Reid é o líder do senado e ele estudou na mesma escola que meus pais, e quando ele faz discursos em nevada, usa a gravação da música que fizemos para ele.

The Guardian: E ele é um democrata?

Brandon Flowers: Mormon democrata.

The Guardian: Enquanto Mitt Romney...

Brandon Flowers: Mormon Republicano. 

The Guardian: Qual é o lado político entre os mormons?

Brandon Flowers: Estamos mais pro lado republicano (risos). Provavelmente, tipo, 90%. (*Observação: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra politicamente, mas seus membros são diversos politicamente)

The Guardian: Então você almoçou com o Romney em Las Vegas?

Brandon Flowers: Sim. Foi legal. Fomos ao Ceasar's Palace. Acho que comi um hamburguer.

The Guardian: Quem pagou a conta?

Brandon Flowers: Acho que Mitt pagou essa. Ele estava em Vegas e eu estava em casa, então estávamos só conversando.

The Guardian: E ele pediu seu apoio?(3)

Brandon Flowers: Uhm, sim. Obama também pediu. As pessoas focam no Romney, mas também não fizemos campanha para o Obama.

The Guardian: Mas vocês fizeram para o Harry Reid.

Brandon Flowers: Sim, mas é uma conexão diferente com o Harry. Ele conhece minha tia Barbara.

The Guardian: É meio estranho ficar em uma briga entre políticos.

Brandon Flowers: Mas, sabe, eu fico dizendo, pareço um disco riscado, mas somos neutros. Nunca tomamos partido, ou usamos nosso sucesso para fazer campanha assim.

The Guardian: Mormons não devem beber álcool. Então você nunca ficou bêbado?

Brandon Flowers: Já fiquei bêbado. Não bebo há cinco ou seis anos. E provavelmente nunca mais vou ficar bêbado.

The Guardian: Você recentemente teve um debate em uma tv sueca com o ateista Richard Dawkins. (4)

Brandon Flowers: Sim, deixe-me falar isso. Eu dei algumas respostas decentes que foram cortadas. Então, o mundo é contra os homens cristãos.

The Guardian: Você sabia sobre o Dawkins?

Brandon Flowers: Descobri no dia anterior e sei quem ele é, e sabia sobre a descrença em Deus e tudo mais. Para ele, ele vê a beleza na ciência produzindo algo e descobrindo a origem das coisas. E isso é suficiente para ele. Nada que a ciência descubra irá negar que tem um pouco de Deus ali, para mim. Então é um debate inútil. E nada que foi descoberto mudou o que eu acredito.

The Guardian: Você falou com ele no telefone depois, como falaram?

Brandon Flowers: Não, eu gostaria. Tenho problemas com ele. Ele generaliza coisas cobre a minha igreja e meio que joga demais na sujeira. 

The Guardian: Vocês já estão trabalhando no single de natal deste ano?

Brandon Flowers: Bom, deixa só voltar um pouco. É que tem tanto para ser dito sobre o comportamento dele e o jeito que ele é nas entrevistas, na maior parte. Eu vi outras entrevistas com ele.

The Guardian: Palavras como 'charlatão' e 'falso' realmente parecem feitas para provocar uma reação.

Brandon Flowers: Sim, e isso é informação que ele tá tirando da internet! (risos). Ele é esse cara esperto e está tirando as informações do lugar errado. Isso realmente me frustrou. 

The Guardian: Por que você gostaria de falar com ele novamente?

Brandon Flowers: Gostaria só que ele parasse de jogar minha igreja na lama.

The Guardian: O que é meio improvável.

Brandon Flowers: Ah tudo bem. Ele é um limoeiro velho e infeliz. Eu sou um pêssego.

Veja o episódio entre Richard Dawkins e Brandon Flowers no link http://murilovisck.blogspot.com.br/2012/09/a-estrela-do-rock-brandon-flowers.html

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