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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

The Guardian entrevista Brandon Flowers: "O mundo é contra os homens cristãos"

Vocalista do The Killers fala sobre os males do café, seu encontro com Mitt Romney, sobre Coca-cola e sobre seu debate com o ateu Richard Dawkins numa TV européia

Leia aqui trechos da entrevista do cantor Brandon Flowers, membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons):

The Guardian: Olá, Brandon. O que você tomou no café da manhã de hoje?

Brandon Flowers: Eu como a mesma coisa todos os dias. Acho confortável. Como uma banana, mas nunca consigo comer inteira. Bebo alguns Actimels. E algum tipo de cereal com leite de amêndoas. Depois tomo uma Coca-cola.

The Guardian: Eu li que tem um debate entre os Mormons sobre se é permitido ou não beber Coca.

Brandon Flowers: Sim. Não tem nenhuma doutrina sobre não beber coca-cola. Café é meio mal olhado. É a cafeína. Acho que as pessoas dependem de café. E isso não pode ser necessariamente uma coisa boa.

The Guardian: Você tem 18 sobrinhos e sobrinhas. Consegue dizer o nome de todos? (1)

Brandon Flowers: Sim. Acho que posso dizer todos os segundos nomes também.

The Guardian: O novo disco do The Killers foi nomeado em homenagem ao slogan do estado de Nevada. Você conhece o peixe do estado?

Brandon Flowers: É algum tipo de truta?

The Guardian: A truta Lahontan, para ser exato.

Brandon Flowers: Oh, eu sabia disso. Nosso animal é a ovelha de chifres. Nosso pássaro é o Bluebird.

The Guardian: Você conhece Nevada.

Brandon Flowers: Tenho orgulho dela. São minhas raízes. Louro é nossa planta. A bristlecone pine é nossa árvore.

The Guardian: E o The Killers tocou a música do estado...

Brandon Flowers: Sim, Home Means Nevada. Costumava cantar na escola. É provavelmente minha primeira lembrança de música.

The Guardian: Você já gravou?

Brandon Flowers: Não de verdade. Harry Reid é o líder do senado e ele estudou na mesma escola que meus pais, e quando ele faz discursos em nevada, usa a gravação da música que fizemos para ele.

The Guardian: E ele é um democrata?

Brandon Flowers: Mormon democrata.

The Guardian: Enquanto Mitt Romney...

Brandon Flowers: Mormon Republicano. 

The Guardian: Qual é o lado político entre os mormons?

Brandon Flowers: Estamos mais pro lado republicano (risos). Provavelmente, tipo, 90%. (*Observação: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra politicamente, mas seus membros são diversos politicamente)

The Guardian: Então você almoçou com o Romney em Las Vegas?

Brandon Flowers: Sim. Foi legal. Fomos ao Ceasar's Palace. Acho que comi um hamburguer.

The Guardian: Quem pagou a conta?

Brandon Flowers: Acho que Mitt pagou essa. Ele estava em Vegas e eu estava em casa, então estávamos só conversando.

The Guardian: E ele pediu seu apoio?(3)

Brandon Flowers: Uhm, sim. Obama também pediu. As pessoas focam no Romney, mas também não fizemos campanha para o Obama.

The Guardian: Mas vocês fizeram para o Harry Reid.

Brandon Flowers: Sim, mas é uma conexão diferente com o Harry. Ele conhece minha tia Barbara.

The Guardian: É meio estranho ficar em uma briga entre políticos.

Brandon Flowers: Mas, sabe, eu fico dizendo, pareço um disco riscado, mas somos neutros. Nunca tomamos partido, ou usamos nosso sucesso para fazer campanha assim.

The Guardian: Mormons não devem beber álcool. Então você nunca ficou bêbado?

Brandon Flowers: Já fiquei bêbado. Não bebo há cinco ou seis anos. E provavelmente nunca mais vou ficar bêbado.

The Guardian: Você recentemente teve um debate em uma tv sueca com o ateista Richard Dawkins. (4)

Brandon Flowers: Sim, deixe-me falar isso. Eu dei algumas respostas decentes que foram cortadas. Então, o mundo é contra os homens cristãos.

The Guardian: Você sabia sobre o Dawkins?

Brandon Flowers: Descobri no dia anterior e sei quem ele é, e sabia sobre a descrença em Deus e tudo mais. Para ele, ele vê a beleza na ciência produzindo algo e descobrindo a origem das coisas. E isso é suficiente para ele. Nada que a ciência descubra irá negar que tem um pouco de Deus ali, para mim. Então é um debate inútil. E nada que foi descoberto mudou o que eu acredito.

The Guardian: Você falou com ele no telefone depois, como falaram?

Brandon Flowers: Não, eu gostaria. Tenho problemas com ele. Ele generaliza coisas cobre a minha igreja e meio que joga demais na sujeira. 

The Guardian: Vocês já estão trabalhando no single de natal deste ano?

Brandon Flowers: Bom, deixa só voltar um pouco. É que tem tanto para ser dito sobre o comportamento dele e o jeito que ele é nas entrevistas, na maior parte. Eu vi outras entrevistas com ele.

The Guardian: Palavras como 'charlatão' e 'falso' realmente parecem feitas para provocar uma reação.

Brandon Flowers: Sim, e isso é informação que ele tá tirando da internet! (risos). Ele é esse cara esperto e está tirando as informações do lugar errado. Isso realmente me frustrou. 

The Guardian: Por que você gostaria de falar com ele novamente?

Brandon Flowers: Gostaria só que ele parasse de jogar minha igreja na lama.

The Guardian: O que é meio improvável.

Brandon Flowers: Ah tudo bem. Ele é um limoeiro velho e infeliz. Eu sou um pêssego.

Veja o episódio entre Richard Dawkins e Brandon Flowers no link http://murilovisck.blogspot.com.br/2012/09/a-estrela-do-rock-brandon-flowers.html

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Depois dos Republicanos, "Momento Mórmon" na Convenção Democrata em Apoio à Barack Obama

CHARLOTTE, CAROLINA DO NORTE - Essa letra do hino teria sido familiar a quase qualquer membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons).

"Neste mundo acaso fiz hoje eu?" foi cantado por um grupo de cerca de 200 Santos dos Últimos Dias (mórmons) entusiasmados, em uma reunião, em uma sala lotada, na tarde da última terça-feira. "Se ainda não fiz ser alguém mais feliz, Falhei ante os céus também!"

O hino foi cantado de improviso e sem acompanhamento, a pedido do Lider Democrata no Senado, Harry Reid, que abriu a primeira reunião nacional mórmon democrata em um hotel do outro lado da rua da Time Warner Cable Arena, onde a Convenção Nacional Democrata americana ocorreu nesta terça-feira.

O hino, disse Reid, reflete tanto suas crenças mórmons quanto os princípios do Partido Democrata.

"A carga de alguém mais leve fiz eu. Por que um auxílio lhe dei?" o hino continua. " Ou acaso ao pobre que a mão estendeu. Um pouco do meu ofertei?"

"Havia um sentimento muito forte e emocional na sala", disse Craig Janis, outro mórmon democrata de Utah. "Por um longo tempo, os mórmons que são democratas tem se sentido como uma minoria dentro de uma minoria. Mas este encontro foi uma oportunidade para nos reunirmos e sentir a força das nossas convicções. Foi uma sensação incrível."

Reid falou sobre algumas das experiências que ele teve ao longo dos anos como um democrata mórmon servindo no Senado dos EUA. Janis fez breves comentários focado em como seus valores mórmons são consistentes com as atuais políticas democratas.

"Havia muita mídia aqui para cobrir o evento", disse Janis. "Várias pessoas viram isso como algo interessante."

Mais do que uma notícia, no entanto, Janis estava satisfeito que o encontro se tornou uma espécie de oportunidade para unir os democratas santos dos últimos dias de todo o país, especialmente no leste dos Estados Unidos.

A bancada também ouviu de Scott Howell, que está concorrendo para o Senado dos EUA contra o senador republicano, também mórmon, Orrin Hatch de Utah. Howell disse que originalmente não estava pensando em participar da convenção, mas mudou de idéia quando ele foi convidado a participar como palestrante para uma discussão baseada na fé.

Janis disse que a idéia para uma reunião mórmon de Democratas veio como uma oportunidade para "lançar mórmons Democratas em escala nacional" e "mostrar ao resto do país que há mais, politicamente, para os Mórmons do que o conservadorismo".

Tudo foi organizado em menos de 10 meses. E Janis admitu que uma grande parte desse crescimento de mórmons democratas, se dá provavelmente pela candidatura do líder republicano da América, Mitt Romney. "Mitt Romney tem sido ótimo para os mórmons democratas, porque ele chamou atenção para o mormonismo, em geral, e os mórmons para a política", disse ele. 

E assim acabam que alguns não se identificam com a filosofia republicana e acabam se tornando democratas. 

"Eu tenho certeza que é dessa forma em ambas as partes", disse ele. "Muitos de nós se sentem desconfortáveis ​​com a posição do nosso partido sobre o aborto, assim como eu tenho certeza que há muitos republicanos que se sentem desconfortáveis ​​com a falta de atenção em "amar o teu próximo", critica Janis.

"Espero que os democratas irão gastar tempo focando sobre as questões da campanha, não sobre o mormonismo de Mitt", disse Janis, referindo-se ao início da Convenção Democrata, onde existe uma expectativa em várias críticas a Mitt Romney.

"Harry Reid tem sido uma grande liderança do Partido Democrata há anos, e ninguém se importou se ele é Mórmon", disse Janis. 

Os ataques políticos contra o mormonismo, disse ele, tem vindo da ala de direita do Partido Republicano, e não da esquerda.

Ainda assim, ele disse, "as pessoas no Partido Democrata tem tido grande interesse nos mórmons democratas".

"Não há nenhum grande impulso para nos promover", disse ele. "Mas não se enganem, eles estão cientes de nós, e eles estão interessados."

O Senador mórmon Harry Reid foi um dos discursantes do primeiro dia da Convenção Democrata Americana e criticou durante Mitt Romney

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