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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Fortaleza/CE - Jornal "O Povo" fala sobre grandes empresários mórmons


Jornal "O Povo" de Fortaleza, Ceará, fez uma reportagem abordando sobre os grandes empresários que fazem parte d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 

Leia aqui na integra ou acesse www.opovo.com.br.

O que tem em comum em nomes como Carlos Wizard Martins, proprietário da escola de idiomas Wizard e da escola de computação SOS Computadores; David Neeleman fundador da companhia aérea Azul; Manoel Amorim, presidente da Abril Educação; e Francisco Valim, ex-presidente da operadora de telefonia Oi? Eles fazem parte da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, são mórmons, e além das empresas que dirigem, fazem negócios entre si. 

Os bem sucedidos empresários e executivos não têm em sua igreja nenhum tipo de incentivo específico para os negócios, mas “saber que a pessoa compartilha da mesma fé, gera confiança”, acredita Élder Mozart Soares, porta-voz da Igreja. Ele conta que já intermediou pessoalmente o contato entre dois empresários que tinham serviços complementares e ouviu de um deles que isso facilitaria a transação.

Mas Soares diz que essa é uma decisão particular de cada um. A comunicação da Igreja não direciona nenhuma atividade neste sentido e, segundo ele, nem mesmo para atração de novos fieis ou retorno de “inativos”. “Não temos assuntos públicos ou propaganda de nada. Na Igreja, o pensamento é que o evangelho precisa ser compartilhado de coração para coração. Não utilizamos isso pra trazer pessoas inativas ou para propagar o evangelho, mas temos todo o nosso material editorial disponível em site para baixar gratuitamente”, explica. 

Redes Sociais
As redes sociais também funcionam para os membros da Igreja. Mozart Soares conta que os jovens da igreja que tem acesso ao Facebook tem criado páginas para as atividades que eles realizam. 

“Antigamente as atividades culturais como bailes e esportivas eram divulgadas em cartazes de papel e demorava algum tempo para atingir a todo o público. Hoje eles fazem isso em seis horas conseguem contatar muitas pessoas e a frequência com certeza tem aumentado então a igreja incentiva”, revela. 

Veja toda matéria em 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mórmons nos Negócios - Costurando sustentabilidade

Cooperativa iniciada por mórmons transforma tecidos que iriam ao lixo em roupas e abre possibilidade de aumento de renda e inclusão social

Dar um novo destino à grande quantidade de tecidos desperdiçados na linha convencional de produção de roupas na Grande Goiânia. Foi com esse objetivo que as amigas Edelves Barros Macêdo e Zenita Alves da Silva Santana, membros d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, deram, há dois anos, os primeiros passos da Cooperativa Arte das Mãos (Coopercam). Com larga experiência no setor de confecções, Edelves sabia que o meio ambiente perdia muito com os retalhos amontoados nos aterros sanitários. Desde a graduação em Administração de Empresas, Zenita tinha conhecimento de que o cooperativismo é caminho eficaz para produzir com baixos custos e promover distribuição de renda. Não haveria união mais promissora.

Sob a liderança das duas, 25 cooperados, entre homens e mulheres, transformam o tecido que viraria lixo em roupas femininas compatíveis com as mais atuais tendências da moda, vendidas por valores que variam de R$ 20 a R$ 80. O trabalho, inspirado em patchwork, chama a atenção pelo cuidado com o acabamento e pelo caimento, atendendo diversos estilos e gostos, de adolescentes a senhoras. A técnica aplicada a retalhos angariados por doação também inspira a produção de itens para decoração, como tapetes e panos de prato.

“Os produtos desenvolvidos pela cooperativa visam principalmente à sustentabilidade e a elegância. Todas as peças produzidas são exclusivas e únicas. O modelo pode até ser o mesmo, mas a estampa nunca será”, garante Jarenio Rafael Ozeas de Santana, também mórmon e engenheiro agrônomo que acompanha desde o início o trabalho da cooperativa como diretor de Comunicação e Marketing.

As cidades de Aparecida de Goiânia e Goiânia possuem o maior número de cooperados, mas a produção é também garantida com a colaboração de associados das cidades de Campos Belos (GO) e Formoso do Araguaia (TO). Grupo com mesmo ideal: colaborar com a preservação das riquezas naturais e criar novas possibilidades de melhoria de renda e inclusão social de todos.

“Além da produção propriamente dita, os cooperados participam periodicamente de treinamentos para desenvolvimento profissional, interpessoal e emocional. Reuniões sociais também são realizadas regularmente, quando os cooperados se confraternizam”, completa Jarenio.

Por enquanto, a cooperativa está em fase de estruturação e, por isso, toda a renda obtida com a venda dos produtos é revertida para a compra e manutenção de equipamentos e utensílios, como máquinas, linhas e aviamentos em geral. Além disso, a produção é feita em regimes diferenciados de trabalho, pois os cooperados possuem outras atividades como fonte principal de renda. Geralmente, são realizados plantões a partir das 19 horas durante a semana, bem como mutirões aos sábados e feriados.

Parcerias
Acreditando no potencial de crescimento do negócio, a Coopercam não poupou esforços para se regularizar no mercado com a meta de conquistar mais clientes, que ainda se restringem aos conhecidos dos associados. Em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), por exemplo, a entidade conseguiu realizar o registro junto à Junta Comercial de Goiás (Juceg) e elaborar o estatuto.

Desde setembro do ano passado, a cooperativa também se transformou em núcleo do Projeto Empreender, cujas atividades prepararam a diretoria para realizar gestão eficiente dos recursos e capacitar as pessoas envolvidas no projeto, que orgulha a consultora do Sebrae Goiás em Aparecida, Érika Farias. “Desde o momento em que comecei a trabalhar com a Coopercam, foi amor à primeira vista, pois casava o desejo que sempre tive em trabalhar com pessoas que fizessem algo pelo meio ambiente, e, além de tudo deixam nós mulheres mais bonitas”, conta.

Para a consultora, um dos momentos mais emocionantes da cooperativa foi um chá da tarde organizado em outubro pelos associados para apresentar o trabalho aos amigos e familiares. “Reunimos cerca de 60 pessoas e vendemos mais de 20 peças”, relata Érika.

Entre os planos para o futuro está a aquisição de um espaço próprio para o funcionamento da cooperativa. “Prevemos em pouco tempo ampliar o número de cooperados que entendem a causa da entidade, que é a busca não só por produzir, mas fazê-lo de maneira sustentável. Queremos também ser capazes de aproveitar a grande parte do tecido ‘refugo’ das confecções da região da Grande Goiânia”, planeja Jarenio.

Serviço:
Cooperativa Arte das Mãos (Coopercam): (62) 3097-7559
Endereço: Avenida Anápolis, Qd. 42, Lt. 16, Jardim Progresso, Aparecida de Goiânia (GO), CEP: 74911-360

Matéria do site 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

João Doria Entrevista o Professor e Mórmon, Carlos W. Martins - Show Business

Assista à entrevista do santo dos últimos dias (mórmon) e Presidente do Grupo Multi Holding no programa Show Business do dia 13 de outubro de 2012.

Carlos Wizard é atualmente dono do grupo Multi, um holding de empresas de ensino de idiomas, e que tem em seu catálogo marcas como Wizard, Yázigi, Skill, BitCompany e Microlins. Traçando uma trajetória que começou como analista de sistemas em uma empresa de celulose de campinas e chegando à posição de presidente de um grupo que é referencia não somente nacional mas também no mundo, além de claro um exemplo de sucesso pessoal. Carlos W. Martins é membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mórmons nos Negócios - David Neeleman assumirá presidência da nova Azul Trip S/A

São Paulo - A Azul Linhas Aéreas confirmou nesta terça-feira que David Neeleman, fundador e presidente do conselho da aérea, é o novo CEO e presidente-executivo da companhia. O posto era ocupado, desde a fundação da empresa, pelo executivo Pedro Janot. As informações são de comunicado oficial.

Segundo o comunicado, Neeleman também será presidente executivo da empresa resultante da fusão entre Azul e Trip, assim que as autoridades governamentais autorizarem a criação da holding.

Janot sofreu um grave acidente no fim do ano passado e está em processo de recuperação. O diretor passa a integrar o Conselho Administrativo da empresa, liderando o Comitê de Pessoas e Cultura, além de ser membro do Comitê de Relações Institucionais.

Trip

Três executivos da futura holding também já estão definidos: José Mario Caprioli, hoje presidente da Trip, será o presidente do Comitê Executivo e COO (Chief Operating Officer); John Rodgerson ficará como CFO (Chief Financial Officer) e Trey Urbahn será o CRO (Chief Revenue Officer).

As mudanças fazem parte do processo de fusão das duas aéreas, anunciada em maio deste ano. "Tais mudanças somente devem ser efetivadas após aprovação da associação pelos órgãos competentes. A escolha dessa nova estrutura se deu após profunda análise e buscou unir o melhor dos dois mundos e aproveitar ao máximo os talentos disponíveis nas duas empresas", justificou a Azul.

A holding resultará em uma companhia aérea com cerca de 800 voos diários, 249 mercados atendidos e 99 destinos.

David Neeleman é membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O jeito Mórmon de fazer negócios - Na Revista Isto É Dinheiro

Como uma doutrina religiosa é capaz de criar empresários e executivos de sucesso.

Por Rodrigo CAETANO
Reportagem do Isto É Dinheiro
Eles não bebem, não fumam, não usam drogas nem tomam café. Andam invariavelmente com camisas de manga curta e gravata. Os cabelos são impecavelmente penteados. Trabalham duro, muito duro. E estudam nas melhores universidades. A família é o que há de mais importante em suas vidas. Essa é a descrição dos seguidores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como mórmons. Criada no início do século 19 nos Estados Unidos, a religião espalhou-se por praticamente o mundo todo, inclusive no Brasil – onde tem 200 mil seguidores (segundo último censo, entretanto os registros da Igreja contam com mais de 1 milhão de membros). O seu vasto império comercial é avaliado em US$ 40 bilhões. 

Dona de diversos negócios com fins lucrativos, organizados sob a holding DMC, com sede em Salt Lake City, no Estado de Utah, a empresa conta com seis subsidiárias, que controlam 11 estações de rádio, uma emissora de tevê, diversas empresas de mídia impressa e digital, além de uma prestadora de serviço de hospitalidade e uma seguradora, com mais de US$ 3,3 bilhões em ativos. Neste ano, inaugurou um shopping que custou US$ 2 bilhões em sua terra natal, onde está localizado o maior templo da Igreja, com capacidade para sete mil fiéis. É fácil entender por que os mórmons têm tantas posses. Eles podem ser considerados a mais capitalista das religiões – embora outras, como a calvinista, abençoem o lucro e estimulem seus seguidores a enriquecer, ela difere na forma como está organizada, semelhante à de uma corporação. 

Seus dogmas seguem conceitos que são muito apreciados no mundo dos negócios. Por essas razões, boa parte de seus fiéis são empreendedores de sucesso ou executivos bem-sucedidos em grandes empresas. No Brasil, pode-se citar o empresário paulista Carlos Wizard Martins, presidente do grupo Multi, dono de várias escolas de idioma e de informática, como a Wizard e S.O.S Computadores, cuja receita ultrapassa os R$ 3 bilhões. O brasileiro David Neeleman, que criou a companhia aérea Azul, atualmente dona de uma fatia de 10% do mercado de aviação civil nacional, é outro mórmon de destaque. Ele nasceu no Brasil, quando seu pai cumpria uma missão no País. Mais tarde, ele próprio foi missionário no Rio de Janeiro e no Nordeste. 

A lista inclui o gaúcho Francisco Valim, que tem o desafio de fazer a empresa de telefonia Oi crescer novamente. “Desde pequenos aprendemos a liderar e a lidar com a rejeição”, afirma Martins, referindo-se ao fato de pertencer a uma confissão minoritária. “Isso ajuda muito na hora de enfrentar o mercado de trabalho.” Nos Estados Unidos, destacam-se o candidato republicano à Presidência Mitt Romney, fundador da Bain Capital, empresa de private equity com uma carteira de investimentos superior a US$ 60 bilhões. Outro bilionário mórmon é Jon Huntsman, filho do fundador da Huntsman Corporation, gigante da indústria química, com valor de US$ 11 bilhões na bolsa de Nova York. 

Quem também contribui com 10% de seus rendimentos à igreja é J.W. Marriot, presidente da cadeia de hotéis Marriot. Assim como para os católicos um dogma importante é acreditar na Santíssima Trindade, os mórmons são doutrinados pelo trabalho. Para seus devotos, trabalhar é uma obrigação espiritual, como ir à missa aos domingos e rezar o Pai Nosso é para os súditos do papa Bento XVI. O sucesso nos negócios, portanto, nada mais é do que um sinal de que o indivíduo está seguindo os mandamentos da Igreja. “Uma coisa que aprendemos é ser perseverantes”, afirma o mórmon Paulo Kretly, presidente da consultoria americana de treinamento FranklinCovey, no Brasil. “Dessa maneira, conseguimos o sucesso que algumas pessoas não alcançam por falta de paciência.” 

Nascido em uma família humilde — seu pai não chegou a completar o segundo grau —, Kretly precisou conciliar a carreira com os estudos e o trabalho voluntário na Igreja. Mesmo com as dificuldades, completou o mestrado e iniciou um doutorado. Essa firmeza e essa obstinação de objetivos são injetadas desde muito cedo aos fiéis. Aos 8 anos, eles são incentivados a fazer pequenos discursos nas igrejas, para perderem o medo de falar em público. Aos 19 anos, recebem um “choque de gestão” ao se alistarem nas missões. Voluntariamente, eles abandonam o convívio familiar e são encarregados da evangelização e conquista de novos adeptos, na maioria das vezes no Exterior. Antes de embarcarem, os missionários passam por um centro de treinamento, no qual aprendem a “vender” a religião. 

Durante a missão, que dura dois anos, podem entrar em contato com a família apenas duas vezes. “É uma experiência muito difícil, uma vez que temos de sair de casa para enfrentar o desconhecido”, afirma o mórmon Paulo Amorim, ex-sócio da Korn Ferry e atual presidente da Alexander Proudfoot, consultoria especializada em produtividade, na América Latina. “Quando voltamos, no entanto, somos capazes de vender qualquer coisa.” Com passagem pela Autolatina, fusão da Volkswagen com a Ford, no Brasil, nos anos 1980, e pela americana Pepsico, Amorim se especializou em trabalhar na formatação de grandes transações. Um exemplo em que esteve envolvido foi na consolidação das operações das Pizza Hut e KFC no Brasil. 

Jargões corporativos, como “coaching”, e palavras como liderança e conselho consultivo são também comuns para explicar o funcionamento da Igreja Mórmon. “A organização da Igreja é perfeita”, afirma Carlos Martins, do grupo Multi. “Qualquer empresa que adotá-la será bem-sucedida.” Foi o que fez Martins, quando começou, em 1987, a dar aulas particulares de inglês em Curitiba. Ele usou o método de ensino mórmon para aprender idiomas, que promete que qualquer um pode falar outra língua rapidamente. Tanto que, na ocasião, o empresário adotava o slogan “Inglês em 24 horas” como chamariz para atrair clientes. Um quarto de século depois, Martins é dono da maior rede de ensino de idiomas do País, que conta com 700 mil alunos. Tudo construído na base dos preceitos mórmons, com persistência e muito trabalho duro.

domingo, 15 de julho de 2012

Muitas Críticas ao Artigo da Revista BusinessWeek Sobre as Finanças da Igreja Mórmon

Olhando de perto as finanças e os negócios da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons)

A capa da nova revista Bloomberg BusinessWeek sobre as finanças da Igreja Mórmon sofreu grande crítica nesta semana.

"A capa da Businessweek é de tanto mau gosto, que é difícil até mesmo encontrar palavras para comentar sobre isso", disse Michael Purdy, porta-voz d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. "Infelizmente, a cobertura é um reflexo do preconceito e da natureza especulativa do próprio artigo. É estreita e incompleta, omitindo, por exemplo, uma boa quantidade de informações na forma como os recursos da igreja são usados".

"O artigo erra o alvo e sua capa acabou sendo, obviamente, ofensiva para muitos, inclusive milhões de santos dos últimos dias. "

A revista chegou às bancas na sexta-feira, mas a ilustração da capa foi lançada quinta-feira. A capa contém uma caricatura de uma pintura mórmon clássica que retrata uma visitação sagrada de João Batista para os líderes precursores Joseph Smith e Oliver Cowdery. A capa criada gerou uma reação instantânea e abrangente através dos sites de negócios, notícias, política e religiosos. A manchete de capa diz: "Dentro do império Mórmon". A ilustração que acompanha retrata João Batista dizendo a Joseph Smith e Cowdery para "construirem um shopping center, ações próprias no Burger King, e abrirem um parque temático na polinésia Havaiana, que será em grande parte isenta de impostos", ao qual Joseph responde: "Aleluia."

Vários analistas criticaram a capa da revista e o próprio artigo, como Rick Edmonds, analista de negócios de mídia no Instituto Poynter, que disse: "vejo isso como um grande passo para trás."

Líderes religiosos também criticaram a cobertura.

"Esta cobertura ridiculariza respeitados líderes espirituais e a própria fé Mórmon distorcendo uma imagem de valor sagrado e respeito, transformando-a em uma caricatura", disse Richard Mouw, presidente do Seminário Fuller, um seminário de pós-graduação para os evangélicos. 

John Podhoretz, editor da revista Commentary, postou um comentário sobre a capa em sua página no Facebook: "Isto é simplesmente repugnante."

"Seria bom se os canais de notícias fossem mais sensíveis à religião", disse Diane Winston, a Presidente de Mídia e Religião na Escola Annenberg de Comunicação USC. "Também seria bom se tivéssemos paz mundial".


Winston co-autor de um recente relatório de vistoria que descobriu que a maioria dos americanos considera a cobertura da mídia de religião sensacionalista também.

"Eu estou mais preocupado com a precisão do artigo," disse Winston sobre a ilustração da capa, acrescentando que o próprio artigo fez um péssimo trabalho em explicar a teologia mórmon. Muitas religiões têm visões de mundo que incorporam ambos os valores econômicos e espiritual, um ponto do artigo onde a BusinessWeek se perdeu, disse ela.

Na reportagem de capa feita por Winter Caroline, intitulada "Como os Mórmons ganham dinheiro," Winter escreveu sobre o que ela chamou de "um império de propriedade da Igreja que a liderança mórmon diz que vai ajudar a espalhar a sua mensagem, aumentar a auto-suficiência econômica e construir o Reino de Deus na Terra. "

A história centrada quase exclusivamente nas empresas com fins lucrativos e de explorações econômicas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, baseia suas conclusões em números especulativos porque, segundo Winter, a igreja "oferece pouca transparência financeira."

A história em si descreveu os esforços humanitários da igreja, mas os historiadores que estudam a igreja disseram que o artigo não mencionou importantes investimentos da Igreja na educação superior, programas de bem-estar, em congregações locais ao redor do mundo, um fundo de educação internacional Perpétuo, a administração do maior programa do mundo de história da família, templos, capelas e trabalho missionário. Alguns desses esforços de caridade religiosos foram descritos em um artigo publicado quinta-feira no site da Sala de Imprensa da Igreja de Jesus Cristo. 

O Historiador Terryl Givens disse que a mídia vem explorando as finanças da Igreja quase desde a sua fundação em 1830.

W. Paul Reeve, professor adjunto de história na Universidade de Utah, cuja especialidade da pesquisa é a história Mórmon, brincou dizendo que o artigo "deixa o leitor se perguntando se há alguma coisa espiritual no Mormonismo" por causa de sua inclinação sincera sobre as finanças SUD.

O professor de história da Brigham Young University, Brian Cannon, disse sobre os lucros econômicos: "As empresas estão investido em maneiras que beneficiem os membros da igreja, incluindo subsídios da igreja da taxa de matrícula em suas escolas."

O artigo também não faz referência aos enormes gastos financeiros da Igreja SUD na construção e manutenção de cerca de 20.000 capelas e 138 templos atualmente em operação no mundo, na formação e apoio a uma força missionária de mais de 50.000 missionários de tempo integral, fornecendo edifícios, materiais e professores para mais de 700.000 estudantes do seminário e do instituto em todo o mundo, na criação e fornecimento de materiais de sala de aula para instrução dos líderes de igrejas e professores, apoio de escotismo e outras atividades semelhantes em mulheres jovens; assim outros gastos administrativos e eclesiásticos.

"Há muita coisa que parece ser deixada de dizer aqui", disse Reeve.

Esta não é a primeira vez que uma importante revista tentou explorar e explicar a estrutura financeira da Igreja SUD. Em 1997 a revista Time fez uma reportagem de capa sobre o assunto. Dois meses depois que a matéria saiu, o Presidente Gordon B. Hinckley se referiu a ela durante a Conferência Geral da Igreja e observou que embora o "artigo tenha nos elogiado como uma instituição financeira bem administrada," ele "exagerou grosseiramente os números."

"O dinheiro que a igreja recebe de membros fiéis é consagrado", o Presidente Hinckley disse na época. "É dinheiro do Senhor. Nossas instalações da igreja consomem este dinheiro e não o produzem dinheiro. Nós não somos uma instituição financeira. Nós somos a Igreja de Jesus Cristo. Os fundos para os quais somos responsáveis nos ​​envolver é um dever sagrado a ser tratado com absoluta honestidade e integridade, e com grande prudência, como as dedicadas consagrações das pessoas.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Gestão Nordeste 2012, Com a Presença dos Mórmons David Neeleman, Danilo Talanskas, Fabio Motolla e Outros


Atenção Nordeste! Atenção Fortaleza! O guru da inovação e membro d'A Igreja de Jesus Crist dos Santos dos Últimos Dias, David Neeleman, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, com suas marcas entre as 50 mais quentes do planeta, também criador do e-tkt, estará em Fortaleza para um evento imperdível, realizado pela BYU Management Society. A BYU Management Society, ou em bom português, Associação de Administração da BYU, é um braço internacional da Faculdade de Administração da BYU (Marriott School of Management). A Associação mundial tem como objetivo maior incentivar a liderança ética nas organizações em todo o mundo.


Juntamente com Milton Camargo, Danilo Talanskas, Fabio Mottola, Johannes Castellano, Dee L. Jones e muitos outros managements mórmons da America Latina, irá falar no maior evento de gestão e liderança do Norte/Nordeste do Brasil. Não percam!

Gestão Nordeste, dias 31 de maio a 01 de junho de 2012, no Centro de Convenções em Fortaleza.

Inscrições:
Fone: +55 (85) 3433.8467
Email: negocios@vceventos.com.br

Realização:
BYU Management Society, Peoplepedia.com.br, FAJECE e RICT Consultoria.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Santos dos Últimos Dias nos Negócios - Danilo Talanskas, Ex-CEO da Otis, GE e Rockwell


Danilo Talanskas nasceu em 1950. Ele foi Presidente da Elevadores Otis durante cinco anos. Foi também presidente da Rockwell Automation do Brasil e da GE Sistemas Médicos. Atuou na Black & Decker e Kodak.


Talanskas tem um curso de graduação na Universidade Mackenzie em São Paulo . Em seguida, ele recebeu um MBA da Escola de Gestão Marriot na Brigham Young University. Seus pais imigraram da Lituânia para Brasil.

Talanskas é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ele serviu como presidente da Estaca Santo Amaro São Paulo Brasil. De 1992 a 1995 foi Representante Regional dos Doze e 1981-1984 foi um presidente de missão no Rio de Janeiro, Brasil.


Em 2007, Talanskas foi feito a um membro do Conselho de gestores locais para assessorar o Universidade de Pittsburgh no desenvolvimento de um programa que sirva as necessidades de estudantes brasileiros de MBA. 



Atualmente é consultor de empresas e professor em cursos de pós-graduação de Gestão Estratégica de Negócios. Ele atua em cursos de pós-graduação da FGV, INPG, Anhembi-Morumbi e Escola Trevisan de Negócios.


Em suas palestras ela aborda temas como Competências de Liderança, Os Desafios da Execução, Gestão de Mudanças, Culturas em um Mundo Globalizado.

Talanskas também é autor do livro “Lições de Guerra – Vencendo as Batalhas de sua Carreira” lançado pela Editora Campus que aborda temas relacionados a carreira e os desafios da vida corporativa, tais como Motivação/Engajamento, Ética, Trabalho em Equipe, Tomada de Decisões, entre outros. 

Entrevista com Danilo Talanskas sobre seu livro em 

Fonte: 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Santos dos Últimos Dias nos Negócios - Kevin Rollins, Ex-presidente e CEO da Dell Computadores

Kevin B. Rollins (nasceu em Utah em 1953) é um empresário norte-americano e filantropo . O ex-presidente e CEO da Dell Computadores, em 2006, Rollins foi nomeado pela London's CBR como a 9ª pessoa mais influente no setor de TI. Ele é membro d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias e serviu como missionário da Igreja Alberta e Saskatchewan, no Canadá, no início da década de 70.

Rollins nasceu e cresceu em Utah e conheceu sua esposa Debra enquanto estudava na Brigham Young University (BYU). Na BYU, Rollins recebeu um bacharelado em Ciências Humanas e Engenharia Civil em 1983 e um MBA um ano depois. Antes de juntar-se à Dell em abril de 1996, Rollins foi vice-presidente e sócio da Bain & Company, onde se especializou em estratégias e gestão de tecnologia de ponta. Ele ajudou a desenvolver estratégias que levaram a Dell a uma posição de comando na venda direta de sistemas de computador nos Estados Unidos.

Rollins e sua esposa têm quatro filhos e cinco netos. 

Rollins tornou-se o presidente do American Enterprise Institute's Board of Trustees em 01 de janeiro de 2009.

Rollins trabalhou na Dell por mais de uma década em várias posições, incluindo vice-presidente sênior de Estratégia Corporativa (1996), presidente da Dell Américas (1996-2001) supervisionando as operações nos Estados Unidos, Canadá, México e América Latina, COO (2001 - 2004), presidente (2001-2007) e CEO (2004-2007). Durante os últimos quatro trimestres de sua liderança, a empresa empregava cerca de 50.000 trabalhadores em todo o mundo e registrou receita de 45,4 bilhões dólares.

Sua filantropia se estendeu também para apoiar financeiramente várias campanhas políticas, incluindo, mais recentemente, a de Mitt Romney para a nomeação republicana à Presidência dos EUA. 

Ele é um homem de ação que assume suas responsabilidades. Ele acredita firmemente em dar um bom exemplo para os outros. Isso é algo que ele aprendeu na Igreja Para ajudar a definir as coisas, ele decretou que todo gerente da Dell deveria apresentar a avaliações periódicas referentes a seu trabalho. Ele foi descrito por seus colegas de trabalho como alguém de voz suave e reservada. Colegas de trabalho o descreveram como intenso e competitiva, mas educado. Sua participação inteligente no mundo dos negócios tem refletido bem no mundo dos negócios.

Além de ser ativo no mundo dos negócios, ele é um violinista, esquiador, ciclista e motociclista.

Rollins exerceu a sua paixão pelos negócios na Brigham Young University, tanto no seu trabalho de graduação como no de pós-graduação. Ele se formou em 1984. Ele continua sendo um forte defensor da Escola de Negócios da BYU, a Marriott School of Business. Ele mostra sua lealdade para com a escola servindo como um membro do Conselho de liderança da Marriott School. Rollins também serve a pedido do presidente dos Estados Unidos no Comitê de Política, Comércio e Negociação.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Santos dos Últimos Dias nos Negócios - Rex Maughan, CEO da Forever Living Products

Rex G. Maughan é o fundador, presidente e CEO da Forever Living Products e Terry Labs . Ele é um filantropo que já doou milhões de dólares para boas causas. 
 
Maughan cresceu em uma fazenda em Soda Springs, Idaho e serviu uma missão de tempo integral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Samoa. Rex conheceu sua esposa Ruth na Brigham Young University (BYU). Os dois se casaram pouco tempo depois, e quando Ruth graduou-se na BYU com uma licenciatura em ensino fundamental, ela e Rex mudaram-se para o Arizona. Ruth era professora, enquanto Rex terminava a sua licenciatura na Universidade Estadual do Arizona, acabando por ganhar o seu Bacharelado em Contabilidade em 1962.

Maughan começou a investir na aquisição de terras enquanto ainda estava trabalhando como contador no início dos anos 60. Comprava alguns acres aqui, uma pequena fazenda lá. Então, cansado da contabilidade, ele se juntou a Del Webb e passou os próximos 13 anos a trabalhar neste ramo, com pecuária, agricultura e corretagem de grandes áreas.

Hoje, Rex e Ruth têm três filhos e 12 netos.

Maughan fundou a Forever Living Products em um escritório de duas salas. A empresa inicialmente fez loções a base da planta aloe vera (babosa). A linha de produtos cresceu e se diversificou, agora abrangendo 190 produtos de saúde e beleza. Sendo que a aloe vera é um ingrediente chave em muitos dos produtos da Forever Living, Maughan se tornou o maior cultivador e processador de aloe vera do mundo.

Ele tem apoiado financeiramente em várias campanhas políticas, incluindo, mais recentemente,  na campanha de Mitt Romney para a nomeação republicana à Presidência dos EUA.

Em 2002 Maughan foi listado na Forbes 400 como o homem mais rico 368 no mundo, com um patrimônio líquido de US $ 600 milhões de dólares.

A empresa Forever Living foi classificada em 340º lugar na lista da Forbes das 500 maiores empresas privadas em 2006. A empresa utiliza um sistema de marketing Multinível (MLM), onde os distribuidores divulgam os produtos localmente e integram a rede cadastrando novas pessoas para fazerem parte dela, recebendo assim bônus. [Eu, particularmente, não gosto deste tipo de sistema].

A Forever Living chegou ao Brasil em 1996, sem campanhas publicitárias veiculadas em televisão ou rádio, contando apenas com a propaganda "boca-a-boca" dos seus milhares de distribuidores que atuam no País, a filial brasileira apresentou em 2005, um surpreendente crescimento de 242%, atingindo uma receita de US$ 20 milhões.


Rex descreve-se como “um Homem que se fez a si próprio, trabalhador, inteligente, um homem de princípios que ama as pessoas, em especial os distribuidores”. Descreve o sucesso como “a capacidade de sonhar, de trabalhar muito, de não ter dívidas e de construir uma equipe consistente e criativa.”

domingo, 13 de novembro de 2011

Santos dos Últimos Dias Famosos - O Professor da Harvard, Clayton Christensen na Revista Época

NA ÚLTIMA REVISTA ÉPOCA SAIU UMA ENTREVISTA COM CLAYTON CHRISTENSEN

Clayton Christensen: "As escolas precisam de rupturas"

O famoso teórico dos negócios afirma que aquilo que vale para as empresas também funciona na sala de aula - inovação tecnológica e motivação MAIS TECNOLOGIA.
Clayton Christensen, autor de O dilema da inovação e Inovação na sala de aula. Ele defende aulas on-line personalizadas.

Telefones celulares têm muito a ensinar às escolas, se enxergarmos o mundo com os olhos do administrador e professor americano Clayton Christensen. Ele é um dos mais respeitados teóricos de negócios do mundo e, desde 2008, vem estudando como aplicar suas ideias, capazes de empolgar ou assustar empresários, aos sistemas de educação e saúde. Christensen ganhou fama em 1997 ao criar um modelo que explicava como uma empresa nova pode invadir um mercado consolidado e passar à frente de concorrentes maiores. O segredo é oferecer um produto ou serviço de ruptura, fácil de usar, que quebre a lógica até então existente, como fez a telefonia celular. O lançamento não precisa conquistar, logo de saída, sucesso retumbante ou grande lucro.

O que importa é que ele fascine o consumidor e, aos poucos, transforme o mercado. A mesma ruptura, afirma Christensen, pode ser aplicada a escolas e ao ensino, com bons resultados. Existem questões muito parecidas na educação e nos negócios. A dificuldade de mudar é ainda maior entre escolas, diz ele. Christensen esteve em São Paulo na semana passada, no evento de negócios HSM Expomanagement. Aproveitou para falar mais das ideias que apresentou no livroInovação na sala de aula, lançado neste ano no Brasil. Com altura de jogador de basquete, mórmon, ele tem 59 anos. Já teve um câncer e um AVC, mas aparenta estar em ótima forma. Às vezes, para uma frase no meio, pede desculpas e se explica: Sabe, eu tive um derrame.... A seguir, um resumo de sua conversa com ÉPOCA.

ÉPOCA - O que a inovação de ruptura tem a ver com educação?
Clayton Christensen - A escola pode passar pelos mesmos processos de ruptura que uma empresa para mudar a forma de ensinar e abandonar o modelo antigo. Existem questões muito parecidas na educação e nos negócios. É difícil para as empresas líderes de mercado mudar. Quase sempre, o salto só acontece quando se cria uma nova unidade, capaz de inovar e atrair os consumidores. Depois que isso acontece, a empresa anterior evapora. A dificuldade de mudar é ainda maior entre escolas, e talvez só seja possível dar esse passo criando uma nova unidade. Parte da ruptura tecnológica já aconteceu com a educação, por causa do ensino à distância pela internet. Defendemos que o aprendizado on-line pode ser muito mais eficiente, se bem usado. Na sala de aula, há 20, 30 alunos para um professor. On-line, você pode ter os melhores professores do mundo dedicados a fazer aquela apresentação, aquela aula, que será transmitida aos alunos. Não se trata de tirar o professor da equação. Se a aula é on-line, um professor dentro da sala pode ajudar os alunos pessoalmente, mais como um tutor. Toda ruptura, de um jeito ou de outro, permite que os produtos sejam personalizados de acordo com o que os consumidores precisam. Em educação, o desafio é que existem, em cada sala de aula, múltiplas formas de aprendizado. É o que (o psicólogo americano Howard) Gardner chamou de múltiplas inteligências. E o professor só tem uma ou duas delas. Quando ele está ensinando, a maioria dos alunos não aprende, ou aprende de forma ineficiente. Quando você entrega o conteúdo on-line, é possível personalizar de acordo com a forma de aprender de cada um. Isso permite qualidade maior a custo mais baixo.

ÉPOCA - Suas ideias se baseiam no ensino americano. No Brasil, o sistema público de ensino tem problemas muito básicos, de falta de professores e recursos. É possível mudar as coisas dando aulas on-line numa situação tão ruim?
Christensen - Acredito que sim. O desafio maior é motivar os alunos a aprender. Isso pode ser feito adotando o ensino on-line, mas também de outros jeitos. Por causa dos estudos em negócios, criamos uma tese sobre motivação chamada tarefa a fazer. A ideia é que consumimos porque temos uma tarefa a cumprir. Os produtos nos ajudam a cumprir as tarefas. Pagamos a academia para emagrecer. Ela não é um fim, é um meio. A escola é vista pelos alunos da mesma forma. O fim para os alunos é sentir-se bem-sucedidos. Claro, eles podem largar a escola e entrar numa gangue para ter a mesma sensação de sucesso. Só uma porção deles se sente bem-sucedida por meio da escola. O restante consegue essa sensação de outras formas. Sabendo disso, as escolas podem ser organizadas de modo a engajar os estudantes. Não é fazendo as aulas ser fáceis ou divertidas. Num modelo que funcione, os alunos precisam se sentir bem-sucedidos o tempo todo.
Muitas pessoas vão mal na escola, mas sentem que não são burras. elas têm razão. talvez estejam sendo ensinadas com um método ineficiente"

ÉPOCA - Como isso poderia ser feito? O senhor tem um exemplo?
Christensen - Numa escola em San Diego, os alunos que se formam precisam escrever um livro para explicar, de forma diferente, algum conceito aprendido em sala. Em outras palavras, é como se eles dissessem: Este é um jeito melhor de ensinar esse princípio do que como aprendemos. Para fazer isso, eles precisam compreender profundamente o conteúdo. Quando os grupos se reúnem para escrever o livro, se sentem fazendo algo. No final, pensam: Meu Deus, até poderíamos aprender trigonometria se tivéssemos esse conteúdo à disposição. Não é o único jeito de fazer, mas é um exemplo. Se você der um jeito de os alunos se sentirem bem-sucedidos, toda essa ausência, índices de evasão e sensação de tédio vão acabar. Outro exemplo aconteceu com uma escola pública em Boston. Havia lá um problema sério com desistência dos alunos. Para se formar, eles precisavam cumprir todas as disciplinas. Se repetissem em uma ou duas, teriam de refazer o ano todo. Por causa disso, muitos acabavam desistindo. A supervisão da escola criou um jeito de trazer esses alunos de volta, permitindo que eles façam só as matérias de que precisam para se formar, e on-line. O ensino on-line também provê mais evidências de que você está aprendendo. Na aula presencial, o professor só devolve as notas dias depois. Outra vantagem é que, pela internet, é possível organizar os estudos de acordo com a velocidade de aprendizado do aluno. Para chegar à etapa seguinte, ele deve mostrar que entendeu a fase anterior. Você se sente bem-sucedido em cada etapa.

ÉPOCA - Quando o senhor percebeu que sua teoria sobre inovação poderia ser aplicada a outras áreas, além dos negócios?
Christensen - No caso da educação, fui procurado pelo grupo Education Evolving (uma iniciativa conjunta entre o Centro de Estudos de Políticas dos EUA e a Universidade Hamline). Eles estudam soluções para os problemas em educação pública e apoiam um novo conceito de escola, com unidades separadas (da rede pública e com autonomia para tomar decisões pedagógicas). Não se trata de um colégio de elite. As pessoas desse grupo me procuraram e disseram: Você tem estudado inovação, nós estudamos escolas. Todos os problemas relacionados à educação têm a ver com inovação. Talvez você consiga enxergar coisas que os outros ainda não foram capazes. Isso foi há 12 anos. Na época, pensei, inocentemente: Sim, vai ser muito interessante!. Mal sabia que seria tão difícil. Tivemos de trabalhar por dez anos para ter um material consistente, que pudesse ser publicado. Os coautores foram Curtis Johnson, do Education Evolving, e Michael Horn, meu aluno de MBA em Harvard.

ÉPOCA - O senhor já viu alguma mudança desde que seu livro Inovação na sala de aula foi lançado nos Estados Unidos, em 2008?
Christensen - O livro deu uma forma ao que todo mundo sabe que precisa acontecer. Fez a distinção entre o que é o bom ensino on-line e o que não é. Fizemos então um cálculo de que, em 2019, metade das aulas dadas será on-line. Parece agora que essa meta será alcançada em 2017, dois anos antes do que havíamos previsto.

ÉPOCA - Como professor, como o senhor usa esses conceitos em suas aulas?
Christensen - Na escola de negócios em Harvard, não podemos dar aulas on-line. Assim como isso não é permitido em tantos outros lugares. Mas lá ensinamos pelo método de discussão de casos, um jeito bem melhor que a forma tradicional. Quando as pessoas estudam alguma coisa para discutir com os outros, elas aprendem. Aconteceu com um amigo meu, cuja família é de fazendeiros. Por alguma razão maluca, esse amigo decidiu ser contador. Ele estudou numa escola técnica, num curso de duração de dois anos. Ele se esforçou muito, e ao final do primeiro semestre ficou com uma média D-, prestes a ser reprovado. Um dos professores o abordou e disse: Você não se encaixa no meio acadêmico, não combina com você. Por que não segue os passos de seu pai e se torna fazendeiro?. Aquilo deixou meu amigo enfurecido. Ele acabou se formando com média C- e ainda conseguiu ser aprovado no mestrado. De volta à escola técnica onde havia estudado, meu amigo soube que um dos professores morrera. A escola precisava de um substituto às pressas, e alguém se lembrou dele. Assim que ele começou a ensinar, tudo fez sentido. Você já teve essa experiência? De repente, entender alguma coisa no momento em que precisa ensiná-la? Ele não conseguia entender antes, não porque não fosse inteligente, mas porque foi ensinado de uma forma diferente daquela como seu cérebro está programado para aprender. Ele foi um professor incrível. Não é uma idiotice ter alunos ensinando alunos. Em Harvard, meu trabalho é ajudar os estudantes a ensinar uns aos outros como resolver problemas. Muitas pessoas vão mal na escola, mas têm a sensação de que não são burras. Elas têm razão. Talvez estejam sendo ensinadas por um método ineficiente.

ÉPOCA - O senhor diria que estudar educação é mais difícil que estudar negócios?
Christensen - Infinitamente mais difícil.


Quem é?
Clayton Christensen é um guru de negócios dos EUA e professor da Harvard School of Business. Christensen é um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Mórmon. Christensen em Harvard ensina um curso chamado "Construindo e Mantendo um Empreendimento de Sucesso." As lições finais incluem em ter sucesso e uma vida bem sucedida, incluindo ser honesto negócios e ter uma vida familiar feliz. Christensen nasceu na Cidade do Lago Salgado, Utah, em 1952.

Ele se formou com honras em Economia pela Universidade Brigham Young, em 1975. Mais tarde, ele recebeu um Master em Filosofia e econometria aplicada e as economias de países menos desenvolvidos da Universidade de Oxford, em 1977, onde estudou como bolsista da Rhodes. Ele recebeu um MBA com alta distinção da Harvard Business School em 1979, graduando-se como uma bolsa do F. George Baker. Durante os anos de 1982 e 1983, ele era um assistente da Casa Branca, servindo na posição de auxiliar de Drew Lewis e Elizabeth Dole secretários de Transporte dos EUA. Em 1992, ele foi premiado com um DBA da Harvard Business School, recebendo o prêmio de Melhor Dissertação do Instituto de Ciências de Gestão pela sua tese de doutorado sobre o desenvolvimento da tecnologia na indústria de unidade de disco. Atualmente ele ocupa a cadeira Robert e Jane Cizik como Professor de Administração de Empresas na Harvard Business School.

Christensen serviu uma missão de tempo integral para a Igreja Mórmon na Coreia do Sul (1971-1973), e como resultado, fala fluentemente coreano. Ele enfrentou muitos desafios na área da sua saude, doenças geralmente fatais, e parece ter superado todas elas. Ele e sua esposa Christine vivem em Belmont, Massachusetts. São pais de cinco filhos, e três netos. Christensen, além de seus esforços profissionais, serve ativamente no clero leigo que compõem a Igreja Mórmon e tem sido ativo no programa de escotismo por muitos anos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Richard Bitner Wirthlin, autoridade geral SUD e pesquisador de Ronald Reagan, morre aos 80 anos

Richard Bitner Wirthlin - 1931/2011
SALT LAKE CITY - Richard Bitner Wirthlin, uma autoridade geral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que foi estrategista-chefe e pesquisador do ex-prresidente americano Ronald Reagan, morreu nesta quarta-feira de causas naturais. Ele tinha 80 anos.

Nascido em Salt Lake City, Wirthlin era um conselheiro próximo de Reagan por mais de 20 anos e dirigiu com êxito as campanhas presidencias de Reagan em 1980 e 1984.

De acordo com um comunicado de imprensa, Reagan disse uma vez sobre ele, "Dick Wirthlin é o melhor nos negócios ... Quando ele fala, eu escuto." Ex-Procurador Geral dos EUA Edwin Meese III falou sobre Wirthlin: "um grande homem, um grande amigo e um conselheiro de valor inestimável para o presidente Reagan."

Wirthlin narrou sua relação com Reagan em um livro em 2004.

Ele também atuou como consultor e pesquisador dos presidentes Richard Nixon e Gerald Ford, Primeira Ministra britânica Margaret Thatcher, o chanceler alemão Helmut Kohl e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Wirthlin abriu uma empresa em 1969, que acabou se tornando WithlinWorldwide, uma das maiores empresas de pesquisa de mercado no mundo. A maioria das empresas da Fortune 100 são clientes de sua  empresa.

Sua ética de trabalho foi resumida em uma citação preferida: "Se você não faz poeira, vai comer poeira."

Wirthlin fez bacharelado e mestrado em economia e estatística na Universidade de Utah e um PhD em economia pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Mais tarde, foi professor de economia na BYU.

Conhecido por alguns como "o pai da pesquisa moderna", Wirthlin foi pioneiro em muitas novas técnicas de pesquisa, incluindo entrevistas telefônicas de eleitores, assistida por computador, investigação de"valores", "medição de pessoas" grupos e pesquisas baseadas na Internet.

Ele era uma autoridade geral vitalícia de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, seguindo o exemplo de serviço de seu pai, Joseph L. Wirthlin, ex-bispo presidente da igreja, e seu irmão Joseph B. Wirthlin, membro do Quórum dos Doze.

Wirthlin serviu em uma missão de tempo integral na Suíça e Áustria nos anos de 1951 a 1953 e foi membro do Quórum dos Setenta de 1996 a 2001.

Élder M. Russell Ballard, membro do Quórum dos Doze, disse: "A visão e conhecimento do mundo de Richard Wirthlin foram muito importantes para o planejamento do futuro crescimento da Igreja."

Wirthlin deixou sua esposa de 54 anos Jeralie Mae Chandler, oito filhos, 27 netos e seis bisnetos.

"Somos gratos pela vida de nosso pai, o exemplo, amor e da herança de fé", disse seu filho, Richard L. Wirthlin. "Vamos sentir muito a falta dele até que estamos juntos novamente."

O funeral será realizado sábado, às 11 horas, na Cottonwood 5th Ward, 5913 S. Highland Dr.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Missão de Tempo integral e o Sucesso nos Negócios: CNBC analisa essa relação de sucesso

CNBC.com apresenta um vídeo onde procura o motivo pelo qual há tantos empresários Mórmons bem sucedidos.

Erin Burnet da CNBC, entrevista vários missionários mórmons sobre o treinamento que recebem no CTM e o que eles ensinam. Ela também analisa a forma como estas competências sociais e habilidades de idioma benefíciam os missionários, que mais tarde enfrentar o mundo dos negócios. Burnett fala com os proeminentes empresários Santos dos Últimos Dias, incluindo John Huntsman Jr., sobre como as suas missões de tempo integral beneficiou-os em suas carreiras profissionais.

Assista ao vídeo sobre CNBC.com.












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