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sexta-feira, 4 de março de 2011

O mórmon Professor Wizard entra na compra coletiva

Carlos Wizard Martins, fundador do grupo Multi, maior rede de franquias do País, estreia no mercado de sites de ofertas para grupos


Cátia Luz - O Estado de S.Paulo
No final do ano passado, o sócio-fundador do Grupo Multi - maior rede particular de ensino profissionalizante e de idiomas do País - foi pego de surpresa. Descobriu que alguns de seus franqueados haviam se associado a sites de compras coletivas para oferecer cursos com mensalidades até 50% mais baratas por um período determinado.
Primeiro, veio o receio. "A pergunta que me fiz foi: como eu, detentor da maior rede de franquias do Brasil - com 9 marcas e 3 mil escolas em todos os Estados do País - poderia permitir que o meu parceiro, lá na ponta, estivesse negociando com minha marca e meu conceito sem que eu tivesse o controle disso?", diz Carlos Wizard Martins, criador do grupo dono de marcas como Wizard e Microlins.
O que pareceu ameaça, o empresário procurou transformar em oportunidade. E resolveu criar um site de compras coletivas para entrar em um mercado de crescimento exponencial.
Voltado para a comercialização de serviços como ensino, alimentação e beleza, o Ofertas.com.br estreia no dia 14 de março. O projeto consumiu investimentos de cerca de R$ 20 milhões e será divulgado em campanha nacional de publicidade.
Segundo Martins, o site nasce com presença em 100 cidades, 400 contratos de representação pelo País e mais de 6 milhões de usuários cadastrados. "Vamos captar as ofertas por meio dos franqueados da Multi e, em um segundo momento, montar uma equipe de consultores próprios para atender mercados específicos", afirma. O Ofertas.com.br não será controlado pelo Multi, já que agora Martins tem sócio no grupo. Em novembro, o Kinea, braço de investimentos do Itaú, comprou uma participação minoritária na companhia.
O empresário diz que o site será remunerado a partir de uma comissão de 35% sobre o valor das vendas, abaixo da média do mercado, que é de 50%. A ideia é terminar o primeiro ano com receita de R$ 75 milhões e presença em mais de mil cidades.
Segundo Pedro Guasti, diretor-geral da consultoria e-bit, estima-se que o mercado de compras coletivas movimente R$ 1 bilhão e tenha cerca de mil concorrentes. "Praticamente não existe barreira de entrada. Há investimentos iniciais de até R$ 10 mil", diz Guasti. "Mas apenas os dez maiores sites respondem por mais de 85% do mercado".
A briga nessa primeira divisão de concorrentes é grande. Marcelo Macedo, presidente do ClickOn, diz que não basta ter capilaridade para disputar entre os maiores. "É preciso ter uma força de venda muito bem treinada. No nosso caso, são 180 pessoas contratadas e focadas em captar boas ofertas e bons parceiros".
Benjamin Gleason, diretor geral do Groupon no Brasil, reforça o discurso de que a qualidade dos serviços é que vai fazer a diferença. "A segmentação vai ganhar força e será difícil um novo player entrar no mercado e conseguir crescer organicamente".
Para Daniel Deivisson, sócio-diretor do Oferta X, o tempo também corre a favor de quem já está no negócio. "Na compra coletiva, um mês equivale a um ano na economia real", diz. Os números do Peixe Urbano também ilustram isso. O site, que em dezembro estava em 34 cidades e tinha 5 milhões de usuários, deve fechar fevereiro com operação em 46 municípios e 7 milhões de usuários. Pelo visto, Martins tem muito trabalho pela frente. 

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