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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Entrevista Exclusiva com o Mórmon Yeah Samake que concorre nas eleições para Presidente em seu País


Por Murilo Vicente
Quando você fala de um mórmon candidato à presidência, é provável que você pense em Mitt Romney ou talvez em Jon Huntsman Jr. Mas poucos conhecem Yeah Samake, candidato à presidência do Mali, África. 

Samake poderá ser o primeiro presidente mórmon eleito em um país - e ainda por cima, em um país com 95% de muçulmanos. Recentemente houve uma gerra civil, onde logo depois, Jihadistas foram neutralizados após intervenção de tropas francesas, que permanecerão até as eleições. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Campanha "Eu Apoio Yeah Samake" durante aniversário do mórmon candidato à Presidência do Mali

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) é neutra politicamente, e não apóia candidatos ou plataformas políticas. Entretanto, inúmeros amigos e membros da Igreja, individualmente, tem demonstrado apoio à candidatura do também mórmon Yeah Samake à presidência do Mali, África. 

Hoje, 27 de fevereiro, ele completa 44 anos de idade e sua esposa Marissa Coutinho Samake, me pediu pessoalmente para que pudéssemos homenageá-lo neste dia especial. "Ajude-me a demonstrar o apoio a este incrível homem e comemorar seu destaque", pediu Marissa. "Ele é um homem muito especial, que sempre coloca seu país e sua família antes de suas próprias necessidades pessoais", enfatizou Marissa. 

Então, o pedido é que todos possam compartilhar a imagem apresentada neste post, dizendo: "Eu apoio Yeah Samake", juntamente com o site www.samake2013.com

Samake atua como prefeito de Ouelessebougou e está pedindo apoio para sua campanha. Samake não usa sua fé para avançar sua carreira política, no entanto, ele implementou um sistema político que parece ser familiar para os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Samake instituiu um conselho de anciãos tribais, que ele gosta de chamar de "Quorum de Elderes (anciãos)", onde cada aldeia envia dois anciãos de confiança para o município. Ele mantém os líderes responsáveis ​​e tornou-se um agente de comunicação para as comunidades. "Tornou-se um veículo de mudança", diz Samake. "As pessoas estão ganhando a confiança nos seus líderes locais." E isso se traduziu em mudanças econômicas. "A taxa de cobrança de impostos aumentou de menos de 10 por cento a 68 por cento."

As eleições eram para ocorrer em junho do ano passado, entretanto ouve um golpe de estado no Mali. Depois que uma ofensiva liderada pelos franceses avançou para o norte do Mali e empurrou os terroristas islâmicos para esconderijos nas montanhas, o presidente interino do país norte-africano, Dioncounda Traoré, anunciou recentemente que realizará eleições gerais até o dia 31 de julho, a fim de completar a transição política. Desde que o país sofreu um golpe de estado, em março de 2012, os malineses não tiveram a oportunidade de votar.

terça-feira, 6 de março de 2012

Caio Blinder, Colunista da VEJA, Fala Sobre o Mórmon Yeah Samake, Candidato à Presidência de Mali - Africa

Mais Um Candidato a Presidente Mórmon? 
Caio Blinder, Colunista da Revista Veja, Fala Sobre Yeah Samake, Candidato em Mali - Africa

Por Caio Blinder
Mitt Romney primeiro precisa vencer as primárias republicanas e depois derrotar o democrata Barack Obama em novembro para se converter no primeiro mórmon na presidência americana. Muitos obstáculos pela frente. E na corrida dos mórmons, Romney provavelmente perderá para Yeah Samaké. Ele caminha para vencer as eleições presidenciais de abril no Mali - o desolado e miserável país na África Ocidental - e assim se tornar o primeiro chefe de estado mórmon no mundo.

Como Romney, Samaké tem uma família bonita e experiência, tanto na vida privada, como pública. Ele é prefeito de Ouéléssébougou uma cidade com 35 mil habitantes e sua campanha de anticorrupção é considerada um modelo. Samaké está em uma condição inusitada. Ele é mórmon num país cuja população é 90% muçulmana e segue uma religião que até recentemente considerava os negros espiritualmente inferiores (Nota Oficial da Igreja: "A posição da Igreja é clara: nós acreditamos que todas as pessoas são filhos de Deus e são iguais aos seus olhos e na Igreja. Nós não toleramos o racismo de qualquer forma. A Igreja sempre condenou o racismo. Veja a declaração clicando aquiComo explicar esta jornada improvável?

Nos anos 80, Samaké entrou em contato com uma organização de Utah (o estado dos mórmons nos EUA) que fez parceria com empreendedores em Mali para melhorar as perspectivas de saúde, educação e da economia no país. A ética de trabalho e a devoção comunitária de Samaké impressionaram um casal mórmon, que patrocinou a ida dele para os EUA. Samaké se converteu em Nova York no ano 2000 e depois foi estudar na Brigham Young University, em Salt Lake City (Utah). Lá, Samaké obteve um mestrado em administração pública, apaixonou-se por uma estudante da Índia, que também se converteu ao mormonismo. Em 2004, ele criou uma fundação dedicada a construir escolas e treinar professores no Mali.

Os frutos do trabalho de Samaké comprovam os esforços da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon) para realizar trabalho missionário e humanitário na África, um continente que ela basicamente passava ao largo até os anos 70. Romney, por exemplo, fez trabalho missionário na França no final da década de 60. Samaké garante que temas como corrupção, pobreza e segurança são mais importantes para os eleitores de Mali do que sua identidade mórmon. Aliás, a população pouco sabe sobre a religião e em geral se refere a Samaké como um “cristão”.

Eu não vou a meter a entendedor da vida em Mali, mas será que os habitantes daquele remoto país africano estão mais maduros para aceitar um presidente mórmon do que tantos eleitores americanos?

Nota: A Igreja SUD é neutra politicamente, entretanto incentiva seus membros a participarem politicamente como cidadãos ativos em seus respectivos países. 


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